domingo, 1 de setembro de 2013

ESTADO LAICO / ESTADO SECULAR / ESTADO LEIGO


                  Laico, palavra que, segundo o dicionário Aurélio, é sinônimo de leigo, e o termo "leigo" deriva do Latim "laicus"  do Grego "laikós, ou seja, que não pertence ou não está sujeito a nenhuma religião. Estado laico é aquele que se mantém imparcial, neutro no que diz respeito a religião. O Estado laico é também conhecido como Estado secular. No Brasil existe a liberdade de crença religiosa e todos devem respeitar as manifestações dessa natureza, não devendo haver interferência dos cultos e religiões nas questões de Estado. Então podemos dizer que somos oficialmente um Estado Laico.

 O artigo 19, I da Constituição Federal diz o seguinte:
 “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
No artigo 5º da Constituição Brasileira (1988) está escrito:
“VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”
            O Brasil é um país multicultural que possui uma grande diversidade religiosa. Uma mistura de raças cada uma com suas singularidades e crenças e religiões, cada qual com sua forma de se expressar. Note-se aqui que Estado laico não quer dizer um Estado sem crença, um Estado ateu. A maioria das pessoas acredita em Deus, mesmo não tendo nenhuma religião. Muito se tem confundido Estado laico com Estado ateu. O Estado ateu ou pagão nega a existência de Deus.
            Desde a nossa primeira constituição em 1824, já era assegurado o princípio da liberdade religiosa. No Estado laico as instituições políticas e religiosas não se confundem, estão separadas, esse tema tornou-se mais polêmico agora , quando da visita do Papa ao Brasil, fomentando discussões.    Em um Estado Laico a liberdade religiosa e a liberdade política de seus cidadãos devem estar asseguradas, a postura de ambos, governo e instituições religiosas deve ser de não interferência, de neutralidade. Não é um Estado em que só pode se manifestar aquele que não possui nenhuma religião, isso seria um contrassenso na medida em que estaríamos a mercê da vontade da minoria. Em seu preâmbulo a Constituição Federal invoca Deus da seguinte maneira: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”.
De fato presenciamos que algumas normas regimentais, algumas constituições estaduais nos levam a perceber a crença do Estado em um Deus. Mas isso não tira a laicidade do Estado. O Estado laico é um Estado sem religião, mas que respeita e protege a diversidade religiosa sem perseguições, nos garante a liberdade de crença professada na Constituição Federal. A laicidade nos protege e nos dá liberdade de pensamento, nos protege do ódio,e de todas as violências e  agressões que fazem parte de um Estado teocrático. Um Estado laico é fundamental na medida em que quer o bem de todos, não deve favorecer nenhum tipo de instituição religiosa.
            A laicidade nos permite crer e sermos o que quisermos sem medo de nossas escolhas, acreditando que o Estado está ali para garantir nossos direitos e nos proteger contra qualquer discriminação, nos dá segurança e conforto saber que temos nossa liberdade de escolha garantida e nossas inquietações podem ser expressas com a justa proteção do Estado laico.

            A Organização das Nações Unidas (ONU), na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotou como princípio a liberdade de religião ou crença pelo ensino, pela prática e pelo culto, artigo 18: “Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

            Para concluir, todos tem direito a livre manifestação de pensamento, de credo de opinião,etc...ateus ou não. É claro que há controvérsias a respeito do assunto, há quem acredite que o Estado não é laico, por conta da disciplina de ensino religioso nas escolas, por conta de imagens e crucifixos que existem em algumas repartições públicas etc. Ora, pela nossa própria história cristã, é natural que os crucifixos estejam presentes, não podemos discriminar e sermos intolerantes com isso. Se existe liberdade, vamos exercitá-la com respeito, a religião do outro não deve me ofender, cada um faz as suas escolhas e devemos viver em harmonia com todos.
Justamente por respeito à diversidade religiosa é que temos feriados religiosos, nomes de ruas com nomes de santos, cidades com nomes de santos, imagens de santos que são símbolos de várias cidades no Brasil, isso é uma demonstração de que o Estado laico aceita todas as religiões, sem discriminar e sem perseguir. Portanto, somos um Estado LAICO e não ATEU ou agnóstico.

Mariene Hildebrando
Especialista em Direitos Humanos

domingo, 25 de agosto de 2013

Não há direitos humanos em favelas e tribos indígenas do Brasil, diz Anistia


úlia Dias Carneiro
Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

Após uma semana de encontros no Brasil, o secretário-geral da ONG Anistia Internacional, Salil Shetty, cobrou o fim da impunidade policial e um maior consistência na proteção aos direitos humanos, afirmando que tanto favelas do Rio quanto comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul parecem ser "zonas francas de direitos humanos".
"É como se essas pessoas não estivessem no Brasil. Lá valem regras diferentes. Elas vivem em zonas de guerra, e todos os direitos humanos estão suspensos", disse o indiano.

Shetty passou a última semana no Brasil e ouviu relatos de violência de moradores do Complexo da Maré e de comunidades indígenas em Dourados, no Mato Grosso do Sul, onde visitou uma aldeia Guarani-Kaiwoá e se reuniu com lideranças de diversas etnias.Em entrevista à BBC Brasil, Shetty condenou a violência policial, comentou o desaparecimento do pedreiro Amarildo, na Rocinha, e afirmou que a ação da polícia durante as manifestações foi "um alerta para o cidadão brasileiro médio sobre como a polícia atua".
Em Brasília, ele teve encontros com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o secretário-geral da presidência, Gilberto Carvalho.
"Procurei transmitir para eles um sentido de urgência", disse. "Essas comunidades (tanto as indígenas quanto as favelas) estão perdendo a paciência."
Ao encerrar sua visita na sexta-feira, Shetty considerou que o governo tem muitas conquistas das quais deve se orgulhar, citando a redução da pobreza, a desigualdade de renda e a criação da Comissão da Verdade.
Mas disse que o Brasil precisa agir com urgência para proteger seus cidadãos com consistência.

Secretaria de Direitos Humanos repudia agressões na Fundação Casa


Do G1 São Paulo

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) divulgou nesta terça-feira (20) uma nota de repúdio aos maus-tratos sofridos por seis adolescentes internos da unidade da Fundação Casa (antiga Febem) de Vila Maria, na Zona Norte de São Paulo. As agressões foram mostradas em reportagem veiculada pelo Fantástico.
"O fato em nada representa o que está prescrito no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – SINASE (Lei 12.594/2012), que determina uma abordagem dedicada à reconstrução de projetos de vida e ao desenvolvimento da cidadania dos adolescentes, sob o olhar da proteção integral dos direitos fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente", informou a nota.
A secretaria ainda cumprimentou a Fundação Casa pelo afastamento imediato dos acusados e pela proteção dos adolescentes vítimas de maus tratos. O órgão manifestou apoio à vítimas e a seus familiares.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que pretende instalar câmeras de monitoramento nas unidades da Fundação Casa. Cinco funcionários da Fundação Casa já foram afastados de suas funções após a denúncia.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Chefe de Direitos Humanos da ONU pede fim da violência no Egito


EBC- Notícias ?Internacional
Luana Lourenço - Agência Brasil15.08.2013 - 21h28 | Atualizado em 15.08.2013 - 21h37




Brasília - A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez um apelo nesta quinta-feira (15) para que todas as partes envolvidas no conflito no Egito iniciem um processo de

Protestos no Egito fizeram centanas de mortes (ASMAA ABDELATIF / EPA / LUSA © 2013)
negociação a fim de frear a onda de violência que se instalou no país deixando centenas de mortos e milhares de pessoas feridas.

“Lamento a perda de vidas e apelo a todos no Egito para buscar uma saída para a violência. Exorto as autoridades egípcias e as forças de segurança a agirem com a máxima moderação”, disse Navi Pillay, segundo informações da agência de notícias da ONU. “Apelo mais uma vez a todos os lados para o diálogo urgente para evitar mais violência e ódio, com o objetivo de restaurar a ordem constitucional por meio de eleições livres e democráticas”, acrescentou.

Nesta quarta (14), as forças de segurança entraram em confronto com manifestantes exigindo a reintegração do presidente deposto, Mohamed Mursi.
“O número de pessoas mortas ou feridas apontam para um excesso do uso da força contra os manifestantes”, disse a chefe da ONU para os Direitos Humanos. “Deve haver uma investigação independente, imparcial e eficaz da conduta das forças de segurança. Qualquer pessoa considerada culpada de delito deve ser responsabilizada”, disse.
Navi Pillay ressaltou que as forças de segurança devem agir com respeito aos direitos humanos, de liberdade de expressão e de reunião pacífica dos cidadãos. “Toda pessoa privada de liberdade deve ser tratada com humanidade e com todas as garantias judiciais no âmbito do direito internacional”, disse.
Segundo informações da ONU, o Conselho de Segurança se reuniu nesta quinta-feira, a portas fechadas, para analisar a situação no Egito. “O ponto de vista dos membros do conselho é importante para acabar com a violência no Egito. Houve um desejo comum sobre a necessidade de acabar com a violência e promover a reconciliação nacional”, disse a embaixadora argentina Maria Cristina Perceval, país que ocupa a presidência rotativa do conselho em agosto.
Edição: Aécio Amado

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Espionagem dos EUA é grave e viola direitos humanos, diz Brasil



• terça, 06 de agosto de 2013 - 17h42

São Paulo - O Brasil denunciou nesta terça-feira na ONU que o programa de espionagem dos Estados Unidos é "grave", representa uma violação dos direitos humanos dos cidadãos e atenta contra a soberania dos países afetados.

"Atenta contra a soberania dos Estados e representa uma violação dos direitos humanos, e em particular do direito à privacidade e à informação", disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, em um debate no Conselho de Segurança presidido pela Argentina.

Patriota lembrou que os chanceleres do Mercosul transmitiram nesta segunda-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a posição do bloco sobre este assunto e anunciou que recorrerão a outras instâncias das Nações Unidas.

Para o chanceler brasileiro, a espionagem realizada pelas agências de inteligência dos EUA na América Latina e outras áreas do mundo representa uma "grave violação" que tem um impacto "profundo" no sistema internacional.

Além disso, Patriota fez uma chamada para que os esforços que a comunidade internacional faz para combater o terrorismo respeitem os direitos humanos e o direito internacional humanitário.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fórum Mundial de Direitos Humanos é lançado em Brasília - Portal Vermelho

Fórum Mundial de Direitos Humanos é lançado em Brasília - Portal Vermelho

Fórum mundial quer unificar defensores dos direitos humanos



por Júlia Rabahie, da RBA publicado 31/07/2013 15:28
São Paulo – Será lançado hoje (31), em Brasília, o Fórum Mundial dos Direitos Humanos, organizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) e entidades da sociedade civil. O fórum será em dezembro, entre os dias 10 e 13, e é uma iniciativa que visa a promover o debate público sobre os direitos humanos no mundo entre movimentos sociais, poder público e organizações internacionais. O lançamento é realizado na sede da SDH.
Além do enfoque na participação social, na redução das desigualdades e no combate às violações de direitos humanos, o fórum quer agregar as diferentes entidades e defensores de direitos humanos que tem ações em diferentes vertentes. “Queremos nos basear na construção de redes, para que vejamos os direitos humanos como um todo. Uma luta reforça a outra, muitas vezes defensores de crianças e adolescentes não percebem que sua luta é a mesma luta contra o trabalho escravo, contra a discriminação com o deficiente”, informou a SDH, por meio da assessoria de imprensa.
Ainda segundo a secretaria, a demanda pela construção de uma espaço que propusesse este tipo de debate foi sentido da própria sociedade civil. “É necessário construir e reforçar as diretrizes, para fortalecer a luta pelos direitos humanos.”
O espaço de debates terá formato similar ao Fórum Social Mundial. Os temas discutidos ainda não foram definidos, mas a proposta inicial de eixos temáticos engloba três pontos: os direitos humanos como bandeira de luta dos povos; a universalização dos direitos humanos em contextos de vulnerabilidades; e a transversalidade dos direitos humanos. As atividades do fórum serão todas geridas pelas instituições que fizerem adesão ao Comitê Organizador do fórum. As instituições podem aderir até a data do evento, em dezembro.
A democratização da comunicação é um dos temas que estarão na pauta do Fórum, informou a assessoria da SDH. “Entidades que propõem a democratização dos meios de comunicação foram convidadas, esperamos uma resposta positiva para que possamos avançar no tema.”
Serão também designados comitês locais para debater os temas sobre a perspectiva regional, e para difundir os temas discutidos entre as populações locais. Os comitês locais poderão formar caravanas que, de forma autônoma, irão a Brasília em dezembro para participar dos debates.
Rede Brasil Atual

domingo, 21 de julho de 2013

Brasil tem 96 entidades dedicadas à advocacia popular

CONJUR

MAPA TERRITORIAL

96 entidades dedicadas à advocacia popular


O Brasil tem 96 entidades dedicadas aos Direito Humanos que fazem assessoria jurídica e advocacia popular. O dado faz parte de uma pesquisa da ONG Terra de Direitos e da Dignitatis Assessoria Técnica Popular.
Segundo o estudo Mapa Territorial, Temático e Instrumental da Assessoria Jurídica e Advocacaia Popular no Brasil, as entidades estão distribuídas por 117 pontos de atuação, considerando que há organizações com escritórios em mais de uma cidade. A maior concentração está nas regiões metropolitanas e nas capitais. Já os escritórios do interior estão principalmente na região Norte. 
Para o coordenador da pesquisa pela Terra de Direitos, Antonio Escrivão Filho, o número de entidades ligadas à advocacia popular é surpreendente. “O dado não era conhecido, tínhamos a impressão de que o número fosse menor”, diz Escrivão.
Ele afirma que o tema pesquisado já é bem forte em países como EUA e Colômbia, mas no Brasil os estudos ainda estão apenas começando. “Às vezes a questão dos direitos humanos fica meio abstrata no país”, pondera. Na avaliação da ONG, o estudo reafirma a atuação da advocacia popular no trabalho de intermediação entre movimentos sociais e as três esferas de poder, agrupados principalmente nas capitais.
A pesquisa identificou 13 temas de direitos humanos mais defendidos pelas entidades pesquisadas: Terra e Territórios; Meio Ambiente; Segurança Pública; Trabalho; Criança e Adolescente; Saúde; Mulheres; LGBTT; Educação; Cultura; Raça; Comunicação; e Reforma Urbana.
Na região Norte o tema Terra e Territórios é o de maior incidência. No Nordeste, LGBTT, seguido por Saúde, Mulheres, Meio Ambiente e Terra e Territórios. Na região Centro-Oeste, Terra e Territórios lidera, enquanto no Sudeste Criança e Adolescente tem maior ocorrência. Na região Sul Meio Ambiente é o tema líder.
A pesquisa foi feita junto ao Observatório da Justiça Brasileira (OJB) do Centro de Estudos Sociais da América Latina — CES/AL, com o apoio da Fundação Ford e Secretaria da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça.

domingo, 14 de julho de 2013

UFS promoverá seminário sobre Direitos Humanos


InfonetEducaçãoNoticias

Evento acontece nos dias 13 e 14 de agosto, no auditório
Evento acontece no auditório da Adufs (Foto: Arquivo Infonet)
Nos dias 13 e 14 de agosto, o Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Sergipe e o Centre for Studies in Food Security da Ryerson University, Canadá, promoverão o Seminário Internacional Direitos Humanos e Segurança Alimentar e Nutricional: diálogo Brasil – Canadá. A realização é dos grupos de estudos da UFS em Cidadania e Direitos Humanos – GEPEC, e em Alimentos e Manifestações Tradicionais - Grupam.
O objetivo do evento é promover o diálogo sobre os desafios para a pesquisa em Direitos Humanos - DDHH e Segurança Alimentar e Nutricional - SAN, bem como fomentar o debate sobre diferentes aspectos teóricos, conceituais e metodológicos relativos ao tema. “Por envolver questões referentes a vários campos de saberes e práticas tais como economia, ciências sociais, geografia, comunicação, saúde, nutrição, meio ambiente, dentre outros, SAN constitui-se em um campo vasto para a construção interdisciplinar do conhecimento”, afirma o Dr. Paulo Neves, do GEPEC . Por isso, acrescenta, formamos um grupo interdisciplinar de pesquisadores para trazermos este debate para nossa Universidade.
O evento trará para a conferência de abertura, que acontecerá no auditório da reitoria dia 13 de agosto, às 19h, Cecília Rocha (PhD), diretora do departamento de nutrição da Ryerson U, com vasta experiência no tema e realizadora de um projeto de pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil e Angola, financiado por seis anos pela CIDA/UPCD.
No dia 14 acontecerão, no auditório da Adufs, duas mesas redondas. Pela manhã, das 9 às 12h, o tema discutido será Soberania e Segurança Alimentar na construção de Identidades. A Dra. Juliana Schober, MSc. Rita Simone Liberato, Dra. Sônia Menezes e o Dr. Vanderlei Zacchi irão apresentar suas pesquisas relativas ao assunto. A mediação dos trabalhos será da assitente social, Jaqueline Cerqueira, do Mesa Brasil/Sesc.
No período da tarde, das 12 às 14h, o tema da mesa redonda será Politícas Públicas e Soberania Alimentar. A Dra. Cecília Rocha, Dr. Kleber Oliveira, Dr. Paulo Neves e Dra. Tânia Magno irão discorrer sobre o assunto. O mediador dos trabalhos será o Dr. Eraldo Ramos.
O Seminário conta com o apoio da Adufs, Sesc, Fecomércio, Sindiprev, Infonet e Gráfica J Andrade. As inscrições serão gratuitas e abertas à comunidade, mas as vagas são limitadas. Maiores informações em http://dhesan.blogspot.com.br.
Fonte: Ascom/Adufs

Amnistia Internacional diz que polícia do Zimbabwe reprime direitos humanos

Da Redação, com Panapress
Africa 21- digital
"O endurecimento contra o trabalho dos defensores dos direitos humanos é um indicador preocupante de hostilidade ativa mostrado pelos órgãos governamentais", disse Noel Kututwa , diretor adjunto Programa de África da AI

Harare - A polícia do Zimbabwe multiplica as manobras da intimidação contra defensores dos direitos humanos nas próximas eleições, a serem realizadas no final de julho corrente, denunciou a Amnistia Internacional (AI) num novo relatório.

Este documento revela que a Polícia realiza ataques sistemáticos contra seus escritórios, confisca equipamentos e, arbitrariamente, detém os defensores dos direitos humanos, para os intimidar e atrapalhar o trabalho das organizações que defendem os direitos fundamentais relacionados com as eleições.


sábado, 6 de julho de 2013

Departamento de Direitos Humanos e Cidadania

http://www.dedihc.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=16

Direitos Humanos - Conhecendo os seus Direitos

Você sabia que....
  • Toda pessoa tem o direito de ir e vir, sem ser molestada.
  • Toda pessoa tem o direito de ser tratada pelos agentes do Estado com respeito e dignidade.
  • Toda pessoa tem o direito de ser acusada dentro de um processo legal, sem torturas e maus tratos.
  • Toda pessoa tem o direito de exigir o cumprimento da lei.
  • Toda pessoa tem o direito de ter acesso ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
  • Toda pessoa tem o direito de ser, pensar, crer e manifestar-se ou amar, sem ser alvo de humilhação ou discriminação.
  • Toda pessoa tem o direito de ter acesso à escola.
  • Toda pessoa tem o direito de ter acesso à saúde.
  • Toda pessoa tem o direito de praticar a religião que escolher.
  • Toda pessoa tem o direito de ter acesso ao trabalho, sem discriminação por doença, deficiência, sexo, cor, religião.
  • Toda pessoa tem o direito de obter certidão de nascimento e certidão de óbito, gratuitamente.
  • Toda pessoa tem o direito à ampla defesa.
  • Toda pessoa tem o direito de não ser torturada.
  • Toda pessoa tem o direito de não sofrer discriminação.
  • Toda pessoa tem o direito de ter preservado a sua integridade física e mental.
  • Toda pessoa tem o direito a ter acesso ao lazer.
  • Toda pessoa tem o direito à previdência social.
  • Toda pessoa tem direito ao amparo à maternidade e à infância.
  • Toda pessoa tem o direito de ser tratada com igualdade, perante a lei.
  • Toda pessoa tem o direito de ser tratada como inocente, amenos que seja condenada judicialmente.
  • Toda pessoa tem o direito à propriedade.
  • Toda pessoa tem o direito de fazer reuniões, desde que sejam pacíficas.
  • Toda pessoa tem o direito de ter segurança.
“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação uma às outras com espírito de fraternidade”.
(artigo I, Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamados pela Resolução nº217 (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas, 10 de dezembro de 1948).

sábado, 29 de junho de 2013

Reassentamento forçado de milhões de tibetanos levanta questões de direitos humanos


Autor:  Publicação: junho 28, 2013 Em: China

Em 27 de junho, um grupo de direitos humanos divulgou um relatório condenando um programa oficial chinês de despejo e reassentamento forçados de milhões de tibetanos, alegando que isso destrói a cultura tibetana e ameaça sua sobrevivência.
O Partido Comunista Chinês (PCC) tem renovado casas e construído novas em grande escala desde 2006, uma política que eles chamam de “habitação confortável”. Em 2012, dois milhões de pessoas, o que é mais de 60% da população tibetana, foram movidas à força para essas casas, segundo registros oficiais citados pela Human Rights Watch (HRW) num novo relatório. O PCC também forçou pastores tibetanos na província de Qinghai a se mudarem e abandonarem suas práticas nômades.
Declarações do PCC dizem que todos os esforços de reassentamento eram voluntários e respeitosos conforme “a vontade dos agricultores e pastores tibetanos” e que as casas foram projetadas com “características étnicas”, um detalhe que deveria sugerir a sensibilidade cultural do regime.
A HRW diz que, embora não tenha evidências de que as autoridades chinesas moveram fisicamente à força os tibetanos de suas casas, a definição “despejos forçados” sob a lei internacional pode significar simplesmente que o regime não ofereceu outra escolha aos tibetanos.
Habitantes de casas marcadas para reconstrução e pastores que o PCC quer assentar são subornados para se deslocarem, apenas para descobrir que as promessas de compensação eram falsas. Eles também se sentem pressionados a não se opor ao que o regime retrata como uma grande decisão política, diz a HRW. “Sem um Judiciário independente, na prática, a lei é pouco mais do que o que os oficiais dizem”, escreveu a HRW citando tibetanos; assim, os expulsos têm pouca defesa.
O regime afirma que a reforma da habitação melhorará o padrão de vida dos tibetanos e aumentará a atividade econômica, impedindo o pastoreio excessivo e modernizando as províncias ocidentais, que são mais pobres do que o resto da China.
No entanto, os tibetanos disseram à HRW em entrevistas que as casas para onde são transferidos são frequentemente de pior qualidade, que o custo de vida é maior e que a mudança lhes criou dificuldades financeiras uma vez que a maioria perdeu seus rebanhos e terras significativas.
Alguns dos problemas “levantam preocupações sobre a sustentabilidade das políticas de reassentamento em massa da China, especialmente quando a maré de subsídios iniciais e investimentos” do regime diminuir, escreveu a HRW no relatório. Acima de tudo, os tibetanos temem que esse deslocamento “apagará sua cultura e modo de vida distintos”.
A pesquisa da HRW foi corroborada por algumas das próprias auditorias do regime. Uma equipe de inspeção de uma comissão do Conselho de Estado, por exemplo, disse que alguns novos assentamentos foram construídos em áreas potencialmente perigosas, tibetanos foram separados de seus rebanhos e muitas casas foram projetadas com “falta de planejamento racional” e sem considerar as necessidades dos pastores. Além disso, muitas famílias tibetanas tiveram de pagar até 75% do custo da reforma ou reconstrução de suas casas, segundo documentos oficiais citados pela HRW, fatos esses praticamente ignorados pela mídia estatal chinesa.
Entrevistados caracterizaram as políticas de habitação como uma manobra do PCC de aumentar o controle sobre os tibetanos, obrigando-os à troca “de padrões de vida pobres, mas estáveis, pelas incertezas de uma economia monetária em que os tibetanos seriam politicamente mais fracos”.

Algumas das políticas de longa data do regime sobre os tibetanos mudaram ligeiramente sob a liderança de Xi Jinping: os tibetanos em Qinghai e Sichuan, por exemplo, agora têm permissão de adorar abertamente o Dalai Lama, o líder espiritual tibetano, que era tradicionalmente alvo de denúncias e calúnias pelo PCC. Enquanto os tibetanos estão autorizados a adorá-lo em sentido religioso, no entanto, eles não podem absolutamente considerá-lo um líder político.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Cura gay’ é aprovada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara


Edição do dia 18/06/2013
19/06/2013 01h53 - Atualizado em 19/06/2013 01h53-- Jornal da Globo

Texto sugere que psicólogos passem a tratar a homossexualidade.
Normas do CFP proíbem que a homossexualidade seja vista como doença.

Heloísa TorresBrasília, DF
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou hoje o projeto de lei conhecido como “cura gay”, pelo qual psicólogos podem propor tratamento para homossexualidade.
Nas faixas, os poucos manifestantes diziam: não há cura pra quem não está doente. Um deputado tentou adiar a votação, mas teve o microfone cortado.
A votação na sessão esvaziada foi rápida. O projeto aprovado permite que psicólogos proponham tratamento da homossexualidade, derrubando, assim, normas do Conselho Federal de Psicologia que proíbem que a homossexualidade seja vista como doença.
“O conselho está limitando um direito assegurado ao profissional de psicologia, que é ampla liberdade profissional”, diz João Campos, deputado federal (PSDB/GO) e autor do projeto. O conselho federal de psicologia protestou. Disse que é um retrocesso nos direitos dos pacientes e psicólogos.
“Torna-se um motivo a mais para aumentar, para acirrar, toda a violência que as pessoas com orientação homossexual sofrem hoje nesse país”, diz Cynthia Ciarallo, do Conselho Federal de Psicologia.
O projeto, apelidado de “cura gay”, foi apresentado há dois anos, e estava praticamente parado. Agora, ainda precisa passar por outras duas comissões da Câmara. Se aprovado, segue para votação no plenário.

segunda-feira, 17 de junho de 2013


Associação Brasileira para a União lusófona

 MIL BRASIL-Movimento Internacional Lusófono

Imagem Gráfica da designer portuguesa
Raquel Reis Silva




Este grupo tem por objetivo dar a conhecer as pessoas do MIL no Brasil no intuito de, pela interação, se formar uma associação formal de modo análogo à portuguesa.
Lusofonia, é o conjunto de identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo.

                   













Novo protesto reúne manifestantes no centro de Porto Alegre



G1
 cerca de 10 mil pessoas se reuniram no Centro de Porto Alegreno início da noite desta segunda-feira (17), de acordo com a Brigada Militar. Manifestantes se deslocam pela rua João Pessoa, no Centro de Porto Alegre, seguiram a marcha até o bairro Cidade Baixa e pararam na Avenida Ipiranga, onde acabaram entrando em confronto com a polícia. As pessoas que participam ressaltam que a ida às ruas é contra custo de vida, a realização da Copa do Mundo no Brasil e o aumento da passagem do transporte público. Manifestantes ressaltam, ainda, que este não é um protesto por centavos, mas por direitos. 

Os protestos na capital gaúcha começaram em março, depois que a prefeitura anunciou um aumento no preço das passagens, de R$ 2,85 para R$ 3,05. Uma liminar suspendeu o reajuste, mas as empresas de transporte brigam na justiça pelo aumento. Já os manifestantes querem garantir que o preço das passagens não volte a subir.

domingo, 9 de junho de 2013

Governo vai investigar denúncias de agressões em quartéis nos anos 90



atualizado às 15h20 - Lilian Venturini - O Estado de S. Paulo
A Secretaria de Direitos Humanos determinou nesta sexta-feira, 7, a criação de um grupo de trabalho para apurar 23 casos de denúncias de violações de direitos humanos nas Forças Armadas. A decisão foi publicada em resolução no Diário Oficial da União, assinada pela ministra Maria do Rosário, também presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A Guiné Equatorial entra formalmente na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na próxima cimeira, a realizar em 2014 em Díli,



Guiné Equatorial entra na CPLP na próxima cimeira de chefes de Estado (ATUALIZADA)

22 de Maio de 2013, 19:14

Luanda, 22 mai (Lusa) - A Guiné Equatorial entra formalmente na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na próxima cimeira, a realizar em 2014 em Díli, disse hoje em Luanda o Presidente daquele país.
Teodoro Obiang, que falava à imprensa no final da visita de trabalho de cerca de seis horas a Luanda, citou expressamente o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
"O meu irmão Presidente (José Eduardo) dos Santos foi claro: a Guiné Equatorial vai entrar na próxima reunião", disse Teodoro Obiang.
O presidente da Guiné Equatorial acrescentou que pretende visitar todos os países membros da CPLP para que o seu país se torne membro da organização lusófona.
"Falámos sobre a nossa entrada na CPLP, porque nós solicitámos a nossa adesão, mas na última reunião (realizada em Maputo) não foi possível", acrescentou.
A adesão como membro de pleno direito à CPLP, onde detém o estatuto de "observador associado", tem sido repetidamente chumbada, e tal deve-se à necessidade de "convergir com os objetivos e princípios orientadores" da CPLP, segundo a "Declaração de Maputo", aprovada na cimeira de chefes de Estado e de Governo, realizada em 2012 em Moçambique.
Segundo organizações da sociedade civil dos países membros da organização, em causa está o registo negativo da Guiné Equatorial no domínio dos Direitos Humanos.
Nesta deslocação a Angola, Teodoro Obiang manteve um encontro com o seu homólogo angolano, que lhe ofereceu um almoço na Cidade Alta, sede da Presidência angolana.
Antes de regressar ao seu país, nas declarações que fez à imprensa no Aeroporto 4 de Fevereiro, Teodoro Obiang disse que nesse encontro abordou com José Eduardo dos Santos as relações bilaterais, que classificou como "excelentes".
"Este encontro serviu para abordar temas bilaterais, temas atuais não só de África, mas também internacionais. Abordámos igualmente temas específicos como a reunião da Comissão do Golfo da Guiné, que desta vez se realiza na Guiné Equatorial. Vamos prepará-la para que se realize o mais breve possível, que se encontra atrasada quase dois, três anos.
A deslocação de Teodoro Obiang a Luanda ocorre quatro dias antes da realização de eleições legislativas.
Organizações não-governamentais como a Amnistia Internacional, a Human Rights Watch e a Equatorial Guinea Justice têm vindo a alertar para um previsível agravamento das violações dos direitos humanos e da falta de liberdade durante a campanha eleitoral para as legislativas de 26 de maio.
No escrutínio do próximo dia 26, os eleitores da Guiné Equatorial vão eleger os membros do parlamento e das autarquias. É também a primeira vez que vão ter a possibilidade de escolher 55 membros do novo Senado, criado depois das alterações à Constituição do país promulgadas em fevereiro de 2012.
O regime de Obiang é acusado de ser repressivo e de não respeita os direitos humanos por várias organizações internacionais.

Relatos de trabalho infantil em Angola na construção civil associados a obras chinesas


Circulo Angolano Intelectual

Temos que dizer basta” à estas práticas que atentam contra os direitos fundamentais das crianças. A família, a sociedade civil e o Estado são principais catalisadores na defesa, respeito e aplicação dos direitos elementares da criança,consagrados nas Convenções internacionais e na Constituição angolana. A fome, pobreza, exclusão social e o desemprego, más condições sanitárias e de habitabilidade saúde e educação, são fatores determinantes para a desestruturação e degradação das famílias e da sociedade, e uma agressão as suas crianças que são violentadas todos os dias com esses fenómenos, cabe ao Governo fazer a sua parte e bem, para as crianças voltarem a ser felizes. Não subestimem os chineses, não servem só para emprestar dinheiro, são uma das maiores economias mundiais, conhecem todas as regras do mercado podem fazer do melhor e do pior, quem anda a dormir são os nossos governantes que só pensam nos seus ganhos pessoais e o pior de tudo isso quem sofre são as nossas crianças, “ É claramente visível em Angola o envolvimento ilegal de mão-de-obra infantil na atividade extrativa de inertes, na agricultura em pequena escala e na construção civil”.(Comentário CAI)
Os relatos de uso de mão-de-obra infantil em Angola na construção civil estão associados a empresas chinesas, cujos contratos baseados em salários “verdadeiramente de miséria” são potenciados pela inexistência de obrigações sociais e fiscais, denunciou fonte oficial.
A queixa é do presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, e consta do relatório final elaborado pelo gabinete de intercâmbio internacional do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social de Angola e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), relativo ao Seminário Nacional sobre o Trabalho Infantil, realizado em abril.
O documento enviado hoje à agência Lusa refere que é “claramente visível” em Angola o envolvimento ilegal de mão-de-obra infantil na atividade extrativa de inertes, na agricultura em pequena escala e na construção civil.
Segundo José Severino, que apresentou no encontro o tema “O Papel dos Empregadores no Combate ao Trabalho Infantil em Angola”, é no ramo da construção civil em que “infelizmente” está “massivamente incorporada”, em obras chinesas, a mão-de-obra infantil.
“Pois têm sido pontos atrativos para mão-de-obra barata e de menores encargos fiscais, contratando para o efeito crianças desprotegidas para a produção de blocos e abobadilhas e outros materiais de construção”, refere o documento.
Acrescenta ainda que, “tais parâmetros de contratação chinesa baseados em salários verdadeiramente de miséria e trabalhadores sem conhecerem os direitos que a lei confere ou ainda sem capacidade de contestação ou o entusiasmo da criança por realizar algum valor, são potenciados ainda mais pela inexistência de obrigações sociais e fiscais”.
Contudo, José Severino reconheceu que em Angola ainda é baixo o índice de mão-de-obra infantil, comparativamente a outros países.
Este baixo nível é justificado, segundo o responsável, pela ainda incipiente atividade empresarial nas vertentes agrícolas, com o fim da monocultura do café, a inexistência de explorações agrícolas latifundiárias, com colheitas sazonais intensivas e carentes de mão-de-obra em períodos curtos, como no algodão ou na fruticultura.
José Severino fez referência também a um caso peculiar em Angola, onde algumas ocorrências de trabalho infantil ilícito estão ligadas a crianças que se assumem empreendedoras e contratam outras para trabalharem para si.
O responsável associativo disse também que em Angola há poucos casos de denúncias públicas de trabalho infantil, bem como dos casos tidos como graves ou abrangentes.
“Por se tratar de trabalho ilícito ou mesmo criminoso, em casos mais deprimentes, os operadores económicos nessa transgressão, perante os órgãos do Estado, não apresentam ou escamoteiam dados desta componente da sua produtividade”, lê-se no relatório.
Por outro lado, sublinha o documento que o “estágio de desenvolvimento da sociedade coíbe decisões judiciais também contra empregadores, em geral suportados por lobbies. Daí o imperativo da denúncia pública, muito em destaque quando envolvidas empresas de renome, a coabitar ou não com entes oficiais”.

sábado, 18 de maio de 2013

17 de Maio – Dia Internacional de Combate à Homofobia ( CRP - SC)




O “Dia Internacional de Combate à Homofobia”, comemorado em 17 de maio, foi escolhido para fortalecer o combate à homofobia, pois marca o aniversário da decisão da Organização Mundial da Saúde, em 1990, quando em assembléia aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.
Em 2010, a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) comemorou, em todo o país, a instituição, por meio de decreto presidencial, do dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia. Neste mesmo ano, também ocorreu a I Marcha Nacional contra a Homofobia em Brasília, que contou com apoio do Sistema Conselhos de Psicologia.

Apesar deste reconhecimento da homossexualidade como mais uma manifestação da diversidade sexual, as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) ainda sofrem cotidianamente as conseqüências da homofobia. Nosso País ainda está muito longe de superar o preconceito às diferentes orientações sexuais e identidades de gênero.

Atualmente, a palavra homofobia é usada para indicar preconceitos, discriminações e demais violências cometidas contra pessoas por causa de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.  A repulsa e o desrespeito a diferentes formas de expressão sexual e amorosa representam uma ofensa à diversidade humana e, por isso, devem ser combatidos.

Para tanto, o Dia 17 de Maio, além de relembrar que a homossexualidade não é doença, tem uma característica de protesto e de denúncia. Nesta perscpectiva no ano de 1999 o Conselho Federal de Psicologia estabeleceu através da Resolução CFP N. 001/1999 os parâmetros para a atuação do Psicólogo em relação às questões de “Orientação Sexual”, destacando em seu art. 3° que: os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

Edição do dia 15/05/2013 15/05/2013 08h14 - Atualizado em 15/05/2013 08h14 Decisão do CNJ acaba com batalha de homossexuais pelo casamento Os casais não precisarão mais entrar na Justiça, como acontecia em muitos casos. A decisão altera aspectos fundamentais da sociedade brasileira.




Os cartórios de todo o Brasil agora serão obrigados a registrar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Com a decisão do Conselho Nacional de Justiça, os casais homossexuais não precisarão mais entrar na Justiça para se casar, como acontecia em muitos casos. Segundo o último censo, são 60 mil casais gays vivendo juntos em todo o país.
Foi uma longa batalha para Carlos Tufvesson, com muita indignação. “Eu sou casado há 18 anos. Isso é uma mentira, isso é uma falsidade. Nós não podemos continuar construindo este nosso país nestas bases, fingindo que duas pessoas que estão unidas sejam chamados apenas de um sócio, um amigo, um parceiro. Não é. Ele é meu marido”, afirma o estilista.
O juiz Luiz Henrique Oliveira Marques, no Rio de Janeiro, sempre dava parecer contrário ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Eu entendo que a lei, a legislação, não permite o casamento entre pessoas do mesmo gênero”, disse.
A decisão que muda essa visão aconteceu na terça-feira (14), em Brasília. “Essas relações em nada diferem das relações afetivas heterossexuais, a não ser pelo fato de serem compostas por pessoas do mesmo sexo. Essa realidade social é incontestável. Essas uniões sempre existiram e existirão”, afirmou o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa.
Do momento que for publicada a decisão do Conselho Nacional de Justiça, os cartórios de todo o Brasil serão obrigados a celebrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na prática, a decisão do CNJ altera alguns aspectos fundamentais da sociedade brasileira.
“Agora, os casais podem entrar em qualquer cartório do Brasil e simplesmente pleitear o seu casamento. Não têm que se submeter mais a ninguém, agora é direto com o cartório”, afirma o presidente da Associação de Registro de Pessoas Naturais, Luiz Manoel Carvalho.
É o que João e Thiago vão fazer em dezembro, quanto completam seis anos de relação. “É bacana mostrar que a gente tem diversos tipos de família, e que a família homoafetiva, dos casais de gays e de lésbicas, são um desses tipos de família, uma família como qualquer outra, como qualquer outro casal”, ressaltam.
Carlos se uniu ao arquiteto André Piva. Não foi casamento porque um juiz não permitiu. Quem realizou a cerimônia foi a própria mãe de Carlos. “’Com o direito de mãe, e este direito me foi dado por Deus, e em nome das leis do amor, vos declaro casados’”, diz.