Mostrando postagens com marcador notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador notícias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de março de 2018

MEC homologa resolução que permite que transexuais e travestis usem o nome social nas escolas do Brasil

G1- Educação
17/01/2018


O ministro da Educação, Mendonça Filho, homologou nesta quarta-feira (17)
 o uso de nome social nas escolas de educação básica de todo o Brasil. 
A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Educação
 na tarde desta quarta.
A nova norma, que havia sido aprovada em setembro de 2017 pelo 
Conselho Nacional de Educação (CNE), e aguardava a homologação pelo MEC 
para entrar em vigor.
Com a mudança, que vale para todas as escolas de educação básica, os estudantes 
poderão solicitar que as escolas usem seus nomes sociais, e não os que constam no RG, 
em documentos de identificação, listas de presença e outros documentos oficiais escolares.
Se o ou a estudante tiver mais de 18 anos, ele ou ela poderá fazer o pedido diretamente.
 No caso de estudantes com menos de 18 anos, o pedido deve ser feito pelo pai, a mãe
 ou a pessoa responsável.
De acordo com o MEC, durante o evento, Mendonça Filho afirmou que a regulamentação
 do nome social para travestis e transexuais na educação básica "representa um princípio
 elementar do respeito as diferenças, do respeito à pessoa humana". Ele disse ainda que a
 mudança faz parte do combate do MEC ao preconceito e ao bullying, e afirmou que esse
 "é um passo relevante para o princípio do respeito às diferenças e o combate aos preconceitos".
Respeito às diferenças
Ainda segundo o ministro, a reunião em que foi feita a homologação da nova norma 
contou com a presença de ativistas do movimento LGBTI, incluindo Luma Nogueira de Andrade, 
Na nota divulgada pelo MEC nesta quarta, Luma celebrou a mudança.
 "O nome ser negado significa o não acesso aos espaços educacionais. 
Portanto, se trata de um direito fundamental que é a educação. 
Tenho que ter o mesmo acesso à escola como todas as pessoas neste país, 
considerando as minhas singularidades", explicou ela.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Aberta consulta pública sobre diretrizes para criação de Comitês e Mecanismos de prevenção e combate à tortura


23/05/2016
O Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT) abriu nesta segunda-feira (23) consulta pública sobre a definição das diretrizes e orientações para criação de Comitês e Mecanismos municipais, estaduais e distrital de prevenção e combate à tortura. As sugestões para elaboração do documento podem ser enviadas para o e-mail cgcnpct@sdh.gov.br, até as 23h59 do dia 30 de junho de 2016.
A realização da consulta pública foi definida durante a 10ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, ocorrida em 5 de maio de 2016. O objetivo é ampliar o diálogo com a sociedade, além de garantir maior transparência às atividades do Comitê.

PARENTES DE VÍTIMAS DA DITADURA NO BRASIL LANÇAM REDE DE APOIO E RESISTÊNCIA



Texto e fotos: Gabriela Féres, Jornalismo B
Familiares de presos políticos no período da Ditadura Civil-Militar do Brasil lançaram, em audiência pública nesta sexta-feira, a Rede de Filhos e Netos RS por Memória, Verdade e Justiça. O lançamento aconteceu no Memorial do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
 11074512_10152867450166274_5478125216223796066_o
Através de depoimentos emocionados, os parentes das vítimas dividiram com o auditório as dificuldades que enfrentaram por terem sido alvos do Estado e traçaram um paralelo entre a repressão policial da época e a atual. A criação da Rede Filhos e Netos RS visa tornar públicos os efeitos das ações do Estado durante a Ditadura, reivindicar políticas públicas de atenção à saúde dos afetados pela violência do período e a responsabilização dos agentes públicos. A proposta é de prestar assistência psicológica e representar a resistência daqueles que não se conformam com a atual versão dos fatos históricos do país: “agem como se a Ditadura não tivesse existido. A memória segue enterrada, mas somente a verdade será capaz de construir uma sociedade justa”, afirmou Anamaria Visintainer, cujo pai, Antonio Simão Visintainer, foi perseguido e preso durante a infância da filha.
Com apenas 6 anos, Marília Benevenuto teve uma metralhadora apontada para si quando o Exército invadiu sua casa em busca do seu pai, Alberto Benevenuto, que se exilou na Argentina. A família continuou no interior do Estado e enfrentava a constante presença dos militares à espera de Alberto. A esposa dele estava grávida de gêmeos e, depois de uma visita do Exército à sua casa, entrou em trabalho de parto. No hospital, abortou involuntariamente os dois filhos.

A lembrança da ausência foi constante nos relatos. Gorete Losada tinha 10 anos quando seus pais, Sonia Venâncio Cruz e Antonio Losada foram levados pelo Exército. No ato da prisão, os militares espancaram a menina até que ela não pudesse mais enxergar. Sua mãe foi torturada por dez homens que a assistiam nua em uma sala e inseriam objetos em sua vagina. Seu pai sofreu com descargas elétricas e afogamento. Gorete conta que, enquanto isso, morava com a avó e lidava com dificuldades financeiras. Ao ir dormir, chorava por saudade aos pais e se preocupava que a avó não a ouvisse “para não entristecê-la ainda mais”.
“Para a minha família o período da ditadura ainda não terminou”, falou Marli Marlene Mertz, cujo irmão foi torturado no governo militar. Ela é mãe de José Vicente Mertz, integrante da Federação Anarquista Gaúcha que participou dos protestos de 2013 e é o único manifestante de Porto Alegre já condenado pela Justiça, com pena de um ano e seis meses de detenção por crime ambiental e dano ao patrimônio público. “A perseguição às supostas lideranças do Bloco de Luta se deu da mesma forma que era feito na Ditadura: policiais infiltrados nos movimentos identificando os militantes e tentando intimidar os protestos”. Os policiais arrombaram a porta da casa do filho e levaram panfletos e adesivos, e também fizeram uma revista discreta no apartamento de Marli quando os delegados foram questioná-la sobre Vicente: “Senti como se tivesse voltado aos anos 70″, conclui. Sérgio Luiz Bittencourt, do Comitê Carlos de Ré, constata algo no mesmo sentido: “O modelo de repressão da época da Ditadura não foi desmontado, ainda está presente e se materializa na população pobre”.

O projeto Clínicas do Testemunho, da Sigmund Freud Associação Psicanalítica, apoiou a criação da rede Filhos e Netos RS e foi responsável por reunir muitas das pessoas presentes na audiência. O projeto também oferece um espaço para auxílio e discussões sobre os efeitos psíquicos, sociais e políticos da ditadura.

Atendimento psicológico rompe silêncio de vítimas, filhos e netos da ditadura militar


SUL 21 25/abr
Da Redação 
Lino Brum Filho irmão de Cilon Brum Filho morto na Guerrilha do Araguaia. / Foto: Guilherme Santos/Sul21
Lino Brum Filho irmão de Cilon Brum Filho morto na Guerrilha do Araguaia. | Foto: Guilherme Santos/Sul21
“Estou viajando para fora. Em breve mando notícias”. Estas foram as últimas palavras que o gaúcho de São Sepé Lino Brum Filho recebeu do irmão, Cilon Brum Filho – uma das inúmeras vítimas do regime militar no Brasil. “Sei que ele foi morto na Guerrilha do Araguaia, mas não sabemos exatamente em que circunstâncias e nunca tivemos uma sepultura, pois nunca foi encontrado o corpo”, conta Lino.
Este testemunho é um entre centenas coletados pelo projeto Clínicas do Testemunho, criado pela Comissão Nacional de Anistia em 2013 para dar amparo psicológico às vítimas da ditadura militar. A necessidade partiu das oitivas coletadas em audiências públicas para reunir informações sobre os requerentes de indenizações por parte do Estado brasileiro. “Foram realizadas 90 Caravanas de Anistia desde que ela foi criada (2008), em vários lugares do Estado. Nas audiências públicas, muitas vezes precisávamos parar os depoimentos e nos colocar próximo àquelas pessoas, oferecer água, e então percebemos a necessidade de um apoio psicológico”, explica o vice-presidente da Comissão de Anistia, José Carlos Moreira.
De forma piloto, psicólogos atendem individual e coletivamente vítimas e familiares para tratamento terapêutico e apoio por meio de grupos, seminários, teatro e intervenções urbanas em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. O relatório final do trabalho, que encerrará em junho deste ano, apontará a necessidade de instituir o atendimento terapêutico e de apoio médico no SUS (Sistema Único de Saúde) e no Suas (Sistema Único de Assistência Social).
Foto: Guilherme Santos/Sul21
Audiência pública por políticas públicas para vítimas da ditadura | Foto: Guilherme Santos/Sul21
Coletivo pede permanência do projeto 
Para defender a continuidade do projeto, psicológicos, ativistas e pacientes da Clínica do Testemunho no Rio Grande do Sul fundaram o Coletivo de Filhos e Netos RS. Em audiência pública nesta sexta-feira (24), o grupo defendeu a importância das políticas públicas de atenção à saúde dos afetados pela violência da ditadura brasileira. O evento contou a presença da psicanalista Fabiana Rousseaux, articuladora do Projeto Clínicas do Testemunho no Brasil e com o ex-preso político e representante do Comitê Carlos de Ré, Sérgio Bittencourt. Também testemunharam filhos, netos e familiares de afetados pela violência de Estado da ditadura brasileira, que, além de seus relatos, compartilharam fotos, desenhos e toda a emoção de reviver o sofrimento do período de exceção.
“Precisamos capacitar os Centros de Referência em Assistência Social, envolver as secretarias estaduais e municipais de Saúde, Assistência Social e Direitos Humanos para dar continuidade a iniciativas como esta. Não são apenas as vítimas daquele período que sofreram, são também a segunda e terceira geração destas pessoas. Os irmãos, sobrinhos, tios, filhos e netos”, conta o psicólogo e coordenador das capacitações dos profissionais que atuam no projeto Clínica do Testemunho no RS.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Capacitação da ONU em direitos humanos inscreve indígenas

EBC Rádio agência Nacional

O programa de bolsas da ONU para representantes indígenas está com inscrições abertas, para a edição 2017. São quatro as possibilidades de bolsa para falantes do espanhol, inglês, francês e russo.

O programa de treinamento, promovido pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, busca ampliar o conhecimento e as competências dos representantes dos povos indígenas sobre mecanismos de proteção dos direitos humanos para atuação internacional.

No final da formação, os participantes indígenas são incentivados a compartilhar os conhecimentos  e treinar as respectivas comunidades ou organizações indígenas.

O prazo para se inscrever na edição de 2017 é 30 de abril de 2016, exceto para o programa em russo, cujo prazo é 15 de maio.

Filme sobre festival faz manifesto por direitos humanos e cidadania

RBA Rede Brasil Atual

“Nós moramos num país gigantesco, num país de extrema riqueza, mas com uma falta de sentimento de humanidade tamanha que leva ao sofrimento a grande maioria da sua população”. A frase do rapper Criolo faz parte de um vídeo lançado nesta sexta-feira (18) nas páginas do Facebook da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo e das produtoras Recheio Digital e Eletrônica Viva. Trata-se de uma espécie de “prestação de contas” sobre a terceira edição do Festival dos Direitos Humanos, promovido entre os dias 6 e 13 de dezembro de 2015.
Mais do que relembrar as atividades e shows promovidos no evento, o filme traz entrevistas de vários artistas sobre questões ligadas aos direitos humanos e cidadania. Em tempos de tanta intolerância nas ruas, em que pessoas são agredidas pelo simples fato de pensarem de forma diferente, o vídeo acaba soando como um manifesto pelos valores democráticos de igualdade e respeito ao próximo.
“Eu olho dali de cima e vejo uma diversidade tão grande naquele público: gente mais velha, gente mais nova, gente de todas as cores, de todos os credos… Eu acho muito importante botar essas pessoas diferentes para conviver porque assim a gente acaba exercitando a tolerância”, afirma a cantora Pitty.
O vídeo começa com os artistas definindo o que significa “direitos humanos”. Pitty diz que “é o mínimo que as pessoas precisam para ter dignidade”; Gilberto Gil declara que “é o homem se defendendo do homem”; o estudante Rubi Assumpção afirma que é “a gente saber viver em grupo de uma forma tranquila”; e a cartunista Laerte define que “são os direitos que assistem a qualquer pessoa pelo simples fato de ser humana”.
Um dos momentos mais emocionantes do filme é quando, entre um show e outro durante o encerramento do festival, entra uma gravação no telão: “Amanhã, meu filho não vai ser refugiado, meu filho vai ser brasileiro. Meu filho vai brincar com o filho de vocês. Meu filho vai casar com os filhos de vocês. Eu vou ser seu sogro e você pode ser meu sogro de amanhã”, afirma um refugiado, seguido pela vibração da plateia, que grita e aplaude.

domingo, 20 de março de 2016

Os 10 piores países para os direitos humanos 

MUNDO - 19/03/2016 23h06   Jornal Floripa

Os piores países para os direitos humanos

São Paulo - Segundo o estudo Human Right Risk Atlas de 2014, da Maplecroft, o número de países que apresentam “risco extremo” aos direitos humanos cresceu 70% nos últimos seis anos. Houve um salto de 20 países em 2008 para 34 agora.
Guerras civis e conflitos étnicos são os principais fatores que põem em risco o direito à vida, à educação e a segurança das crianças e mulheres.
Outros países que não estão em guerra violam direitos humanos com altos índices de violência e falta de liberdade de expressão, por exemplo.
197 países foram monitorados. Os que pior deterioraram a proteção dos direitos humanos foram Síria Egito Líbia Mali e Guiné-Bissau. O norte da África , a região subsaariana e o Oriente Médio concentram as nações nas piores situações.
China Índia Rússia México aparecem com países "de extremo risco". O Brasil aparece como "de alto risco".

Rio sedia Conferência de Políticas Públicas e Direitos Humanos para LGBT

 fonte: Jornal do Brasil
Até este domingo (20/3), o Rio de Janeiro recebe a III Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. O evento reúne cidadãos e cidadãs LGBT, representantes do poder público, dos movimentos sociais e interessados na temática da promoção da cidadania dessa comunidade e dos direitos humanos. 
O objetivo é debater, identificar e definir estratégias e propostas de atuação do movimento social e do poder público. Os participantes também discutirão propostas de políticas públicas para a promoção da cidadania LGBT, especialmente nas áreas de Assistência Social, Educação, Saúde, Segurança, Administração Penitenciária, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Legislação e Justiça, Direitos Humanos, Trabalho e Renda e outras.
A conferência é realizada pelo Conselho de Direitos da População LGBT do Estado do Rio de Janeiro e pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, com a coordenação executiva da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, através do Programa Estadual Rio Sem Homofobia. 
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro, a Defensoria Pública do Estado do Rio, a Fundação Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Massam e o Sindicato dos Comerciários do Rio são parceiros do evento. Através da Portaria n.º 754 de 29 de dezembro de 2014, o Governo Federal convocou a III Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos para LGBT, abrindo o processo de conferências por todo o país. Nove etapas regionais foram realizadas em todas as regiões do estado, entre novembro e dezembro de 2015, quando foram eleitos os delegados da III Conferência LGBT.

quarta-feira, 2 de março de 2016


Paz a longo prazo e segurança não podem existir sem direitos humanos para todos’, diz chefe da ONU

Na abertura da 31ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, nesta segunda-feira (29), representantes da ONU enfatizaram a relação entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o direito ao desenvolvimento, destacando que as pessoas que vivem em países em conflito e que precisam de assistência humanitária esperam por ajuda da Organização.
“Paz a longo prazo e segurança não podem existir sem direitos humanos para todos”, destacou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O chefe da ONU destacou o acordo feito em dezembro entre Japão e Coreia do Sul em relação às “mulheres de conforto”, que eram escravizadas em bordeis durante a Segunda Guerra Mundial. O pacto inclui um fundo de 8,3 milhões de dólares para as sobreviventes. “Espero que a implementação fiel do acordo, guiada pelas recomendações dos mecanismos de direitos humanos da ONU, ajudem a curar essas feridas”, declarou Ban.
Neste momento de múltiplos conflitos e uma disparada das necessidades humanitárias, destacou o chefe da ONU, a comunidade global deve fazer mais para prevenir as crises e proteger as pessoas. Ele lembrou que este será um dos principais apelos para a ação na primeira Conferência Mundial Humanitária da história das Nações Unidas, que acontecerá em Istambul, Turquia, nos dias 23 e 24 de maio.
Ban sublinhou que a Agenda 2030 é o principal passo em direção aos direitos humanos, enfatizando o seu compromisso de alcançar os mais vulneráveis – afetados por situações de conflito, mudanças climáticas, migrantes, refugiados, deslocados e apátridas.
“Construir muros mais altos e criar regimes mais rigorosos de asilo não contribui em nada para tratar das motivações para os movimentos em massa dessas pessoas”, concluiu.
“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) buscam concretizar os direitos humanos de todos”, lembrou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein. “A responsabilidade está agora na implementação, em cumprir as promessas da Agenda de uma mudança transformadora”, acrescentou.
Zeid afirmou que a comunidade global não pode solucionar problemas que não são conhecidos, destacando a importância de informações recolhidas com precisão para medir o progresso e alcançar os mais vulneráveis, destacando que os ODS, como uma Agenda de ação detalhada, oferecem “grande esperança” às pessoas.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Direitos Humanos: Organização católica denuncia «limpeza étnico-religiosa» no Médio Oriente


Agência Ecclesia
 

AIS/ACN



Lisboa, 13 out 2015 (Ecclesia) - A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) divulgou hoje um relatório em que denuncia a “limpeza étnico-religiosa” contra os cristãos no Médio Oriente e regiões de África, alimentada pela “ameaça” de genocídio feita por grupos islâmicos.
“O Cristianismo estará em vias de extinção no coração de muitas das regiões bíblicas no espaço de uma geração, senão antes”, alerta o relatório ‘Perseguidos e Esquecidos?’ sobre “os cristãos oprimidos por causa da sua fé”.
O documento, enviado à Agência ECCLESIA, aborda o período entre 2013 e 2015, identificando situações de perseguição religiosa “extrema” na Arábia Saudita, China, Coreia do Norte, Eritreia, Iraque, Nigéria, Paquistão, Sudão, Síria e Vietname.
A apresentação pública do relatório decorre às 18h00 na Sociedade de Geografia, em Lisboa.
Segundo o texto, 80% das perseguições são contra cristãos, “de longe o grupo religioso mais perseguido”, sublinhando-se o impacto crescente de extremismo em África e na Ásia.
O arcebispo católico de Alepo, D. Jean-Clement Jeanbart (greco-melquita), apresenta um testemunho sobre a situação na sua cidade, revelando que a catedral “foi bombardeada seis vezes” e a sua casa já foi atingida mais de dez vezes.
“Estamos a enfrentar a raiva de uma jihad extremista. Podemos vir a desaparecer em breve”, alerta, em nome das pessoas indefesas contra “os assaltos do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh)”.
“Somos o alvo principal daquilo a que o califado chama campanha de limpeza religiosa”, acrescenta.
Segundo a AIS, o medo do genocídio, “que em muitos casos tem fundamento”, desencadeou um “êxodo de cristãos”, nomeadamente do Médio Oriente e nalgumas regiões de África.
“A Igreja está a ser silenciada e expulsa do coração da sua antiga região bíblica”, observa a fundação pontifícia.
O relatório mostra preocupações com a ascensão de grupos militantes islâmicos na Nigéria, Sudão, Quénia e Tanzânia, bem como em relação à perseguição contra cristãos levada a cabo por “movimentos religiosos nacionalistas – muçulmanos, hindus, judeus e budistas”.
“Os regimes totalitários, incluindo a China, têm colocado cada vez mais pressões sobre o Cristianismo, que é visto como uma ameaça, quanto mais não seja devido ao seu crescente apoio ‘clandestino’”, pode ler-se.
Catarina Martins Bettencourt, que dirige o secretariado português da Fundação AIS, explica à Agência ECCLESIA que “desde o último relatório não há melhorias” e mostra “grande preocupação” face às notícias que têm chegado desde o Médio Oriente.
“Há o risco real do desaparecimento do Cristianismo destes países”, insiste.
O novo relatório apresenta testemunhos de “pessoas que estão efetivamente a ser perseguidas por serem cristãos”.
Para este trabalho, a Fundação AIS entrevistou sacerdotes, bispos, religiosas e leigos, compilou testemunhos de pessoas que vivenciaram casos de violência e consultou notícias publicadas pelos meios de Comunicação Social locais.
A AIS, que assinala 20 anos de presença em Portugal, convidou para a apresentação deste documento D. George Jonathan Dodo, bispo de Zaria, na Nigéria; o padre Aurèlio Gazzera, carmelita descalço na República Centro-Africana; e a irmã Annie Demerjian, a Congregação das Irmãs de Jesus e Maria, em Alepo, Síria.
OC

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Angola diz que violações dos direitos humanos duraram 500 anos

Jornal de Notícias
Global Média

O governante discursava em Ondjiva, capital da província do Cunene, ao presidir ao ato solene das comemorações do dia do Herói Nacional, feriado alusivo ao nascimento do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, referindo-se assim às críticas sobre violação de liberdades e direitos humanos, numa resolução aprovada pelo Parlamento Europeu.
"Nós, que ao longo de séculos, viemos lutando contra a violação dos direitos humanos, vocês aceitam que hoje nos queiram acusar de estarmos a violar os direitos humanos? Não, porque temos plena consciência que os que nos acusam não têm moral para nos vir dar aulas sobre esta matéria, que muito bem conhecemos", começou por apontar João Lourenço.
"Violação dos direitos humanos foi o colonialismo. Violação dos direitos humanos foi a escravatura que durou não escassos dias, nem meses, nem anos, mas sim séculos eternos. Isso sim é que foi a verdadeira violação dos nossos direitos", enfatizou o ministro, que discursava em representação do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
O Parlamento Europeu (PE) aprovou há precisamente uma semana uma resolução sobre as "tentativas incessantes" das autoridades angolanas para limitar as liberdades de expressão, de imprensa e de reunião pacífica e de associação.
Aprovada em sessão plenária, em Estrasburgo, com 550 votos a favor, 14 contra e 60 abstenções, a resolução, além das limitações de liberdades, notou o nível de corrupção e as deficiências no sistema anti-branqueamento de capitais em Angola.
Autora de um relatório sobre a matéria, que serviu para suportar a resolução, Ana Gomes (PS) citou os vários casos e a sua visita em julho ao território para notar as crescentes "tensões sociais" por causa da crise económica e corrupção e como "povo angolano está cada vez indignado perante a pilhagem de recursos pela elite".

Mostra leva filmes sobre direitos humanos a universidades de 14 estados

Criado em 16/09/15 22h40 e atualizado em 17/09/15 16h03
Por Paulo Virgílio Edição:Aécio Amado Fonte:Agência Brasil

Criado com o objetivo de incentivar, no ambiente acadêmico, o diálogo e a reflexão sobre questões ligadas à história brasileira, o Circuito Universitário de Cinema chega à sua segunda edição promovendo, até o final de outubro, sessões gratuitas de filmes nacionais de produção recente em universidades de 14 estados. As exibições são sempre acompanhadas de debates, com a participação dos estudantes, de professores e sempre que possível, devido à disponibilidade na agenda, dos diretores e produtores dos filmes.

O circuito tem como tema este ano os direitos humanos e a curadoria do projeto selecionou três documentários brasileiros, todos produzidos em 2014. À Queima Roupa, de Theresa Jessouron, é um retrato da violência e da corrupção policial no Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, tendo como ponto de partida a chacina de Vigário Geral (1993); A Viagem de Yoani, de Raphael Bottino e Peppe Siffredi, faz um relato da passagem da blogueira cubana Yoani Sanchez pelo Brasil, em 2013, e Sem Pena, de Eugenio Pupo, aborda o sistema prisional brasileiro.
“Mais do que uma simples exibição de filmes, a mostra é um espaço de ampla comunicabilidade, constituindo um eficaz instrumento de divulgação e multiplicação de mensagens.  Acreditamos no poder de informação do cinema e, por isso, levamos a temática, nesta edição, dos direitos humanos”, disse a coordenadora Tatiana Maciel, do Instituto Cultura em Movimento, responsável pelo projeto. Na edição de 2014, o tema escolhido foi A ditadura civil-militar  na América Latina e o circuito passou por 43 municípios e 94 instituições de ensino, promovendo 190 sessões para um público de mais de 14 mil pessoas.
Para a realização da mostra, o Instituto Cultura em Movimento seleciona, em cada estado, um agente mobilizador, que fica encarregado de articular as exibições nas universidades, divulgar o evento e pesquisar pessoas para compor as mesas de debates. Universidades públicas e particulares fazem parte do circuito, que também promove sessões em entidades, como a que ocorre na noite de hoje (16) na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Juiz de Fora (MG).
De acordo com Tatiana Maciel, a greve que atinge grande parte das universidades federais não impede a realização do Circuito Universitário de Cinema. “Em algumas localidades onde não está tendo greve já estão sendo realizadas sessões”, informou a coordenadora da mostra.
No Rio, o documentário A Viagem de Yoani será exibido amanhã (17), às 19h30, na unidade Sulacap da Universidade Estácio de Sá, na zona oeste da cidade, seguido de um debate, às 21h. Além do Rio de Janeiro, os estados percorridos pelo circuito são Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre e Roraima.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Conselho Nacional de Direitos Humanos define regras para apurar denúncias



riado em 08/09/15 11h29 e atualizado em 08/09/15 12h32
Por Da Agência Brasil Edição:Talita Cavalcante Fonte:Agência Brasil
O Conselho Nacional de Direitos Humanos divulgou nesta terça-feira (8) duas resoluções que regulamentam o recebimento de denúncias pelo colegiado e o processo de apuração de condutas e situação contrárias aos direitos humanos, com previsão de sanções. As regras estão publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira.
Uma das resoluções estabelece regras para o recebimento de denúncias apresentadas por conselheiros, como informações detalhadas sobre a possível violação de direitos humanos, o nome do denunciante ou seu representante, e a identificação da vítima quando possível.
As denúncias que atenderem aos requisitos serão encaminhadas ao plenário do conselho, que deverá se manifestar e decidir pelo arquivamento ou medidas como representação, recomendações ou abertura de procedimento apuratório.
Em caso de abertura de processo para apurar condutas e situações contrárias aos direitos humanos, a resolução estabelece os passos da apuração e as sanções em caso de condenação. A norma prevê a formação de uma comissão de três membros do conselho, designados pelo plenário.
Apuração
O processo de apuração será instaurado pelo plenário, com garantias do contraditório e ampla defesa dos acusados.
A comissão será responsável pela “tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos”, de acordo com a resolução.
O grupo poderá contar com o auxílio da Polícia Federal e outras forças de segurança pública, além de requerer aos órgãos públicos condições para a realização de vistorias ou inspeções e para ter acesso a bancos de dados públicos.
Relatório final
Após a apuração, a comissão deverá apresentar o relatório final ao plenário do conselho, com indicação da penalidade a ser aplicada, caso seja necessário. O plenário poderá acatar total ou parcialmente o texto ou rejeitá-lo, decidindo pela aplicação ou não de sanção.
Entre as medidas punitivas previstas, estão advertência, censura pública, recomendação de afastamento de cargo ou função pública e, no caso de entidades, recomendação de corte de verbas e auxílios para quem for comprovadamente responsável por condutas ou situações contrárias aos direitos humanos.
Os processos terão status reservado até que sejam concluídos e só serão publicados no Diário Oficial da União após desfecho definido pelo plenário do conselho.
Editor Talita Cavalcante

domingo, 23 de agosto de 2015

Entidades lançam observatório de denúncias sobre drogas e direitos humanos

EBC
Criado em 22/08/15 18h16 e atualizado em 22/08/15 18h45 
Por Camila Boehm Edição:Valéria Aguiar Fonte:Agência Brasil

site Vozes da Rua, que é um observatório de denúncias sobre drogas e direitos humanos, está sendo lançado hoje (22),  desde as 15h, na Praça Júlio Prestes, centro da capital paulista. Seu objetivo é coletar e dar visibilidade a informações, principalmente sobre a região da Cracolância, e articular reações contra violências sofridas pela população em situação de rua, que, muitas vezes, são vítimas do próprio estado.
“Para mudar a realidade, a primeira coisa é conseguir olhar para ela, ver como ela é, para assim poder transformá-la”, disse Roberta Costa, que trabalha na promoção da redução de danos sociais e à saúde associados ao uso de drogas, pelo Centro de Convivência É de Lei, e também é militante do coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR). Para ela, é possível que a sociedade tenha conhecimento e clareza da situação dessas pessoas, podendo atuar no combate a essa “realidade muito sofrida.”
site terá publicação livre e aberta às denúncias, além de reflexões envolvendo a política de drogas e os direitos humanos. Haverá também orientações sobre atendimento jurídico e psicossocial para as vítimas de violência.
Rogério Guimarães, 43, é catador de material reciclável, morador do bairro do Glicério e já foi dependente de crack. Uma parte de sua história será apresentada em vídeo no lançamento de hoje e está disponível já no site.
Ele veio de Pernambuco há cerca de 30 anos e aqui, na capital paulista, encontrou muita dificuldade. Acabou se tornando dependente químico. Há dez anos, conheceu o É de Lei e começou a se desvincular do vício. Segundo ele, a droga faz as pessoas perderam as forças e “começa a desfigurar nossas raízes”.
Rogério, que declarou já ter sofrido abordagens abusivas e até violentas da polícia militar, acredita que é preciso abordar o dependente químico com respeito e mais calma. Para ele, a repressão não é o melhor caminho de tratamento para essas pessoas.
Questionado sobre como alguém consegue deixar o crack para trás, aconselha: “ele mesmo tem que achar que está no tempo certo, [perceber] se isso está causando mal à vida dele, da família. Esse é o primeiro passo que tem que dar”. Além disso, Rogério disse que se relacionar com outras pessoas o ajudou muito.
O espaço em que ele recebeu apoio, o É de Lei, fica na Rua 24 de Maio, 116, 4º andar. Roberta Costa explicou que “o centro de convivência tem um espaço físico que recebe as pessoas, acolhe, tem oficinas e é um ponto de cultura, que pensa a arte como forma de ampliar horizontes”.
O evento de lançamento de hoje conta com uma mesa de debate com Taniele Rui, autora do livro Nas Tramas do Crack; a socióloga Vera Telles; o antropólogo Rubens Adorno e Raul Nin Ferreira, da Defensoria Pública de SP. Após o debate, que começou por volta de 16h, haverá projeção do vídeo que conta a história de Rogério, além de uma roda de samba.
As entidades que compõem o Vozes da Rua são: Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos; É de Lei; Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama da Universidade de São Paulo  (USP); Coletivo DAR; Coletivo Sem Ternos; Conselho Regional de Psicologia; Defensoria Pública de SP; Grupo de Estudo e Pesquisa da Prof. Vera Telles (USP); Grupo de estudo e pesquisa do Prof. Rubens Adorno (USP); Grupo de Estudos Drogas e Sociedade; Margens Clínicas; Na Margem – Núcleo de Pesquisas Urbanas  da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar); e Projeto Oficinas.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Brasil, Portugal e outros países lusófonos discutem direitos humanos



sputinik Brasil

Terminou no fim de semana em Brasília o debate entre os membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa visando a intensificar o relacionamento no que tange à aplicação de programas de direitos humanos.

O ACNUDH – Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos realizou para países lusófonos o seminário sobre “O processo de revisão periódica universal: como traduzir compromissos no campo dos direitos humanos em realidades nacionais”.
O advogado Marcelo Chalreo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ – Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Rio de Janeiro, falou sobre o assunto com exclusividade para a Sputnik Brasil.
Sputnik: Os países da Comunidade de Língua Portuguesa estão buscando aprimorar os mecanismos de interação em prol dos programas de direitos humanos. Qual é a relevância deste evento?
Marcelo Chalreo: É muito interessante a ocorrência deste fórum. É bastante promissor que ele tenha ocorrido e com uma pauta tão interessante, que é haver uma revisão periódica universal dos compromissos na seara dos direitos humanos. Isso é algo bastante promissor, sobretudo se você considerar quantos milhões falam a língua portuguesa no mundo e também a influência que decorre para a América do Sul, a África e a Ásia, onde há países de língua portuguesa. Bastante interessante e promissor. Eu apenas lamento que um encontro tão importante, tão relevante para os direitos humanos, para a comunidade lusófona, tenha sido tão pouco divulgado.
S: É um evento revestido de grande importância. A ONU participou através de seu correspondente para os países de língua portuguesa e coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, o argentino Jorge Chediek, que presidiu o encontro ao lado do Embaixador Paulo Tarisse da Fontoura, diretor do Departamento de Organizações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores.
MC: Seria extremamente importante que a Comissão de Direitos Humanos da OAB, que apesar de estar no fim do mandato passa por uma reestruturação bem positiva, pudesse ter acompanhado este debate. O tema da Revisão Periódica Universal – como traduzir os compromissos de direitos humanos em realidade nacional – é de fato uma preocupação de todos nós. Como esses compromissos, pactos, acordos, convenções, tudo isso com que nos comprometemos nas esferas nacionais, internacionais, podem se materializar em realidades nacionais. Espero que possamos, no futuro, estar mais próximos dos desdobramentos, das consequências desse fórum. A mim, particularmente, é um assunto que diz muito o fato de haver esta integração de países de língua portuguesa em tema tão relevante internacionalmente. Houve envolvimento de várias figuras no front externo na organização desse seminário.