quinta-feira, 23 de outubro de 2014

7ª edição da mostra ENTRETODOS acontece em 57 pontos culturais da cidade de São Paulo



Catraca livre

Festival de Curtas de Direitos Humanos exibe 29 produções gratuitamente

Cinema acessível e com foco na temática "cidadania cultural". Assim é a 7ª edição do "ENTRETODOS - Festival de Curtas de Direitos Humanos", que conta com 29 produções nacionais e internacionais, vindas de países como Irã, Sérvia, Chile, China, Índia, França, Espanha, Alemanha, EUA e Itália, exibidas em 57 pontos culturais diferentes da capital paulista. Serão mais de 260 sessões nas zonas norte, sul, leste, oeste e centro, entre 3 e 7 de novembro, tudo com entrada Catraca Livre.
Com curadoria de Manuela Sobral e Jorge Grinspum, o festival divide os curtas em sete programas temáticos: “Vozes Urbanas”, “Possibilidades”, “Na lata”, “Incêndios”,  “Visão de dentro”, "Mostra Infantil" e "Curtas produzidos pela Rede Municipal de Educação".
Os filmes fazem parte de uma mostra competitiva e concorrem a prêmios nas categorias de melhor curta-metragem, melhor roteiro, visão social, Educação em Direitos Humanos e Cidadania Cultural.
Muitos dos filmes selecionados refletem, principalmente, os fenômenos de reivindicações e demandas atuais, que buscam a consolidação dos direitos ligados à cidadania, como o caso dos movimentos populares no Brasil em junho de 2013.

Eleição de Portugal como membro do Conselho de Direitos Humanos


pravda.ru
CPLP- Portugal
Eleição de Portugal como membro do Conselho de Direitos Humanos. 21043.jpeg
A Associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero congratula-se com a eleição de Portugal como membro do Conselho de Direitos Humanos para o biénio 2015-2017. 
 

           Portugal tem uma longa tradição de ratificação de tratados internacionais e tem frequentemente sido apontado como um país pioneiro na salvaguarda de direitos humanos. 

 Não obstante, Portugal é também um país de incoerências nestas  questões, tendo ratificado mas nunca implementado algumas das suas obrigações internacionais de direitos humanos, nomeadamente no que se refere à coadoção das crianças filhas de casais de pessoas do mesmo sexo.

Aliás, a ILGA Portugal teve oportunidade de, na recente revisão sobre Portugal pelo próprio Conselho de Direitos Humanos da ONU, de relembrar este órgão que a atual legislação e práticas em matéria de acesso a técnicas de reprodução assistida assim como ao direito à adoção, configuram ainda uma clara exceção ao pleno gozo do direito ao respeito pelas vidas privada e familiar das pessoas LGBT, o que vulnerabiliza particularmente as filhas e os filhos de casais do mesmo sexo e faz perigar o seu direito à vida familiar.

Recordamos que ainda há poucos meses o Estado Português ignorou deliberadamente declarações e pedidos de consagração da coadoção vindos de reputados órgãos promotores de direitos humanos, nomeadamente o Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa e o Comité Português para a UNICEF, em matéria do reconhecimento do mais básico direito ao respeito pela vida familiar e superior interesse das crianças.

Portugal foi, de resto, apontado na recente decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos no caso X and Others v. Austria como sendo um dos paí­ses que está em violação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos por não permitir a coadoção em casais de pessoas do mesmo sexo, quando prevê esta possibilidade em casais de pessoas de sexo diferente.

Estando esta eleição assente no expresso reconhecimento pelo Estado Português do caráter universal, inalienável e interdependente dos direitos humanos, a Associação ILGA Portugal espera então que a presença de Portugal no Conselho de Direitos Humanos permita finalmente encontrar a coerência entre as posições externas portuguesas e a sua materialização dentro do país, numa abordagem universalista à necessidade de reconhecimento e proteção dos direitos humanos de todas as pessoas.

A ILGA Portugal espera ainda que seja este o ponto de viragem na política externa portuguesa, pautando-se de ora em diante pela coerência da promoção de direitos fundamentais ao nível europeu e internacional, nomeadamente junto de alguns dos países da CPLP em cujos territórios se sucedem graves violações de Direitos Humanos.

Órgão de direitos humanos da ONU pede eleição aberta em Hong Kong


globo.com.G1

Da Reuters
O Comitê de Direitos Humanos da ONU pediu nesta quinta-feira à China que garanta o sufrágio universal em Hong Kong, incluindo o direito de concorrer às eleições sem estar sujeito a vetos.
O painel de 18 especialistas independentes, que monitora o cumprimento de um tratado internacional sobre direitos civis e políticos, decidiu manifestar o pedido à China durante reunião em que expressou preocupação com os planos de Pequim de vetar candidatos na antiga colônia britânica.
O comitê concordou sobre "a necessidade de garantir o sufrágio universal, o que significa tanto o direito de ser eleito como o direito de votar. As principais preocupações dos membros do comitê foram focadas no direito de concorrer à eleição sem restrições despropositadas", disse Konstantine Vardzelashvili, que comandou a reunião, em sua conclusão.
Manifestantes pró-democracia ocupam as principais ruas de Hong Kong há quase mês em protesto contra o plano do governo central que daria à população local a chance de votar para seu próprio líder em 2017, mas os candidatos seriam selecionados por um órgão controlado por Pequim, de forma bastante restritiva.

domingo, 19 de outubro de 2014

Livro - Eu Sou Malala: A História da Garota Que Defendeu o Direito à Educação e Foi Baleada Pelo Talibã



Livro - Eu Sou Malala: A História da Garota Que Defendeu o Direito à Educação e Foi Baleada Pelo Talibã
Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida.

Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.

Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens.

O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.

"Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu", ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

Malala e ativista indiano ganham o Nobel da Paz

Veja-Mundo

Nobel

A paquistanesa e Kailash Satyarthi foram agraciados por trabalharem pela educação de crianças e jovens. Eles vão dividir o prêmio de US$ 1,5 milhão

Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi, vencedores do Nobel da Paz
Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi, vencedores do Nobel da Paz (Reuters/AFP/VEJA)
A paquistanesa Malala Yousafzai e o ativista indiano Kailash Satyarthi são os vencedores do Prêmio Nobel da Paz em 2014, anunciou nesta sexta-feira o diretor-geral do Comitê Nobel, Thorbjørn Jagland. Ambos foram laureados por seus respectivos trabalhos em prol da educação. No anúncio oficial, Jagland destacou o direito universal à educação de todas as crianças. “É um pré-requisito para o desenvolvimento global e pacífico que os direitos das crianças e dos jovens sejam respeitados. Em áreas devastadas por conflitos, em particular, a violação deste direito das crianças leva à continuação da violência de geração em geração”, disse. Malala se tornou a mais jovem na história a vencer um Nobel. Antes era o australiano Lawrence Bragg, que ganhou o de Física em 1915 quando tinha 25 anos.
O comitê destacou a “grande coragem pessoal” de Satyarthi, “mantendo a tradição de Gandhi”, liderando formas de protestos e manifestações pacíficas. Sobre Malala, Jagland destacou que “apesar de sua juventude” – a jovem tem apenas 17 anos –, ela já lutou por vários anos pelo direito das meninas à educação, e tem mostrado que as crianças e jovens também podem contribuir para melhorar a sua própria situação. “Ela fez isso sob as circunstâncias mais perigosas”. O texto lido pelo diretor geral do comitê ainda ressaltou a importância de “um hindu e uma muçulmana, um indiano e um paquistanesa em participar da luta comum para a educação e contra o extremismo”. O prêmio Nobel da Paz dividido entre uma paquistanesa e um indiano ganha ainda mais relevância pela rivalidade histórica entre Índia e Paquistão. Os dois vizinhos vivem em clima de permanente tensão por causa de disputas étnicas e territoriais.

Calcula-se que existam 168 milhões de crianças trabalhadoras em todo o mundo. Em 2000, o número era de 246 milhões. “O mundo está chegando mais perto do objetivo de eliminar o trabalho infantil”, disse Jagland. “A luta contra a repressão e pelos direitos das crianças e adolescentes contribui para a realização fraternidade entre as nações que Alfred Nobel menciona em seu testamento como um dos critérios para o Prêmio Nobel da Paz”, finalizou.
Malala Yousafzai – Ainda muito jovem, a paquistanesa Malala Yousafzai tornou-se a maior voz mundial em defesa da educação feminina. Nos meses em que o Talibã dominou a região em que vivia no Paquistão, entre 2007 e 2009, as escolas para meninas receberam ordem de fechar as portas. As que não obedeceram foram dinamitadas. Por contar das suas privações em um blog e falar contra a opressão sofrida pelas mulheres em seu país, ela se tornou alvo do grupo extremista. Em outubro de 2012, um membro do Talibã disparou contra Malala no ônibus em que a menina voltava da escola. Ela sobreviveu e foi submetida a uma cirurgia na cabeça e agora vive em Birmingham, na Inglaterra, com a família. Símbolo da resistência contra o radicalismo ignorante, Malala lançou um livro em que conta a sua história, Eu Sou Malala. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, a obra narra o terror da jovem e de outros adolescentes perseguidos pelo talibã.

Direitos Humanos e o golpe de 64 são temas de debate em evento da OAB

ConJur

XXII Conferência Nacional dos AdvogadosNa próxima quarta-feira (22/10), os direitos humanos e o sistema internacional de proteção serão temas de debate na XXII Conferência Nacional dos Advogados. A partir das 9h30 haverá palestras sobre espionagem internacional, proteção da criança e diálogo interjurisdicional, entre outros.
Professor da Uerj e ex-reitor da mesma instituição, Antonio Celso Alves Pereira abre o Painel 30 falando sobre espionagem internacional e a proteção dos direitos. Em seguida, o jurista Fábio Konder Comparato traça uma evolução dos direitos humanos. O painel também terá a participação do presidente do Observatório da Justiça Argentina, Beinusz Szmukler, que vai falar sobre os direitos humanos e sua proteção internacional.
Mônica Sifuentes, desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, falará sobre a proteção da criança pela Conferência de Haia de Direito Internacional Privado, na qual foi juíza de enlace. Diretora da ONG Justiça Global, a advogada Andressa Caldas explicará a relação da Corte Interamericana de Direitos Humanos e o diálogo interjurisdicional. Quem fecha o Painel 30 é o professor de Direito Constitucional da PUC-SP Luiz Guilherme Arcaro Conci, com o tema “Controle de Convencionalidade pelo Poder Judiciário Brasileiro”.
Golpe de 64
No mesmo dia, encerrando a manhã, haverá uma análise sobre o golpe de 64 e seus reflexos, no Painel 32 da conferência. O membro honorário vitalício do Conselho Federal da OAB Mário Sérgio Duarte Garcia abre o ciclo com palestra sobre o papel da OAB na reconquista da democracia.
Wadih Nemer Damous Filho, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos, falará sobre a ordenação jurídica do golpe e seus reflexos nas garantias dos direitos fundamentais. Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, vem em seguida com “Memória e Verdade: Para Não Repetir”.
O presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Técio Lins e Silva, dá sequência ao painel com palestra sobre a advocacia da resistência. Quem fecha a manhã é a procuradora regional da República no Estado de São Paulo, Eugenia Augusta Gonzaga, com os debates acerca da Lei da Anistia.
*A coluna Conferência da Advocacia é patrocinada pelo Conselho Federal da OAB.

Se liguem! O horário de verão já iniciou!


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Falta de verba da ONU ameaça direitos humanos


sexta-feira 17 de outubro de 2014 - 8:06 AM
Estadão Conteúdo / portal@d24am.com
São Paulo - A Organização das Nações Unidas (ONU) avisa que seu orçamento para garantir a proteção aos direitos humanos está prestes a terminar. Até o fim de 2014 e para 2015, a entidade conta com apenas US$ 87 milhões, equivalentes ao que se vende por dia em iPhones.
Com um orçamento insuficiente, a ONU está sendo obrigada a viver de doações voluntárias de governos para conseguir operar. Dados obtidos pelo Estado revelam que o governo brasileiro não contribuiu nem em 2013 e nem este ano, diferentemente de países como México, Argentina, Uruguai, Peru e até a Nicarágua.
"Estou chocado", admitiu o comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, que acaba de assumir o cargo e encontrou uma entidade falida. "Estou tendo de fazer cortes", contou, lembrando que a crise financeira ocorre justamente no momento que suas operações estão "em seu limite". Segundo ele, o dinheiro disponível é insuficiente. "Pedir que eu resolva essas crises com o dinheiro que temos é pedir que eu use um barco e um balde para lidar com uma inundação", alertou.
A ONU fez questão de colocar em perspectiva o orçamento de que dispõe para lidar com as violações de direitos humanos. "As pessoas que vivem na Suíça gastam dez vezes o meu orçamento por ano em chocolate", disse Hussein. Segundo ele, a construção de uma estrada costuma estar orçada em três vezes o valor que a ONU tem para proteger os direitos humanos no mundo por ano. "O que estamos pedindo é menos que os americanos devem gastar em fantasias para seus animais de estimação no dia de Halloween", alertou.
Nos últimos 12 meses, o que se gastou na compra de iPhones seria o suficiente para financiar o escritório da ONU por 391 anos. "Nosso orçamento anual é o equivalente às vendas de um dia de iPhone", constatou o jordaniano.
Por mais que a ONU insista que coloca os direitos humanos como prioridade, o setor recebe apenas 3% do orçamento global da entidade. Com a proliferação de crises, a realidade é que o ano vai terminar ainda com um buraco de US$ 25 milhões. "Qualquer magnata mundial cobriria esse buraco com um piscar de olhos", disse.
O resultado é que funcionários estão sendo obrigados a lidar com sete ou oito países e não há gente nem mesmo para dedicar um funcionário de forma exclusiva para lidar com os impactos de meio ambiente. "Nossos serviços começam a sofrer", declarou. Segundo o comissário, a ONU está rejeitando planos para ajudar países, evitando abrir novos escritórios e nem mesmo treinando policiais para que respeitem direitos humanos.
"Não estamos pedindo muito. Alguns governos - algumas das maiores economias do mundo, na verdade - estão dando pouco ao sistema internacional de direitos humanos, apesar de falarem com orgulho sobre os direitos humanos", atacou.
"Os governos criaram o escritório de Direitos Humanos da ONU, eles criaram o sistema internacional e precisam garantir que tenhamos os recursos necessários para fazê-lo funcionar", disse. Para o chefe de Direitos Humanos da organização, o custo dessa falência "pode ser muito alto".

Direitos Humanos e o golpe de 64 são temas de debate em evento da OAB

CONFERÊNCIA DA ADVOCACIA

Direitos Humanos e o golpe de 64 são temas de debate em evento da OAB


XXII Conferência Nacional dos AdvogadosNa próxima quarta-feira (22/10), os direitos humanos e o sistema internacional de proteção serão temas de debate na XXII Conferência Nacional dos Advogados. A partir das 9h30 haverá palestras sobre espionagem internacional, proteção da criança e diálogo interjurisdicional, entre outros.
Professor da Uerj e ex-reitor da mesma instituição, Antonio Celso Alves Pereira abre o Painel 30 falando sobre espionagem internacional e a proteção dos direitos. Em seguida, o jurista Fábio Konder Comparato traça uma evolução dos direitos humanos. O painel também terá a participação do presidente do Observatório da Justiça Argentina, Beinusz Szmukler, que vai falar sobre os direitos humanos e sua proteção internacional.
Mônica Sifuentes, desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, falará sobre a proteção da criança pela Conferência de Haia de Direito Internacional Privado, na qual foi juíza de enlace. Diretora da ONG Justiça Global, a advogada Andressa Caldas explicará a relação da Corte Interamericana de Direitos Humanos e o diálogo interjurisdicional. Quem fecha o Painel 30 é o professor de Direito Constitucional da PUC-SP Luiz Guilherme Arcaro Conci, com o tema “Controle de Convencionalidade pelo Poder Judiciário Brasileiro”.
Golpe de 64
No mesmo dia, encerrando a manhã, haverá uma análise sobre o golpe de 64 e seus reflexos, no Painel 32 da conferência. O membro honorário vitalício do Conselho Federal da OAB Mário Sérgio Duarte Garcia abre o ciclo com palestra sobre o papel da OAB na reconquista da democracia.
Wadih Nemer Damous Filho, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos, falará sobre a ordenação jurídica do golpe e seus reflexos nas garantias dos direitos fundamentais. Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, vem em seguida com “Memória e Verdade: Para Não Repetir”.
O presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Técio Lins e Silva, dá sequência ao painel com palestra sobre a advocacia da resistência. Quem fecha a manhã é a procuradora regional da República no Estado de São Paulo, Eugenia Augusta Gonzaga, com os debates acerca da Lei da Anistia.
*A coluna Conferência da Advocacia é patrocinada pelo Conselho Federal da OAB.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Florianópolis recebe congresso internacional de direitos humanos de 27 a 30 de outubro

Deolhonailha: 13/10/2014 - Postado por: Redação

Florianópolis será sede do I Congresso Internacional de Direitos Humanos, entre os dias 27 e 30 de outubro, na Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis, o CESUSC.

O congresso será orientado pelos seis eixos contidos no PNDH-3 para as mesas de debates e oficinas: Interação Democrática entre Estado e Sociedade Civil; Desenvolvimento e Direitos Humanos; Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades; Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência; Educação e Cultura em Direitos Humanos; Direito à Memória e à Verdade.

Entre os nomes presentes no evento, destacam-se: Baltasar Garzón, David Sanchez Rúbio, Stanley Gacek, entre outros. Na programação do evento estão confirmadas conferências, palestras, debates e oficinas, filmes e exposições sobre o tema.

domingo, 12 de outubro de 2014

DIREITOS HUMANOS




Caravana de Educação em Direitos Humanos colhe depoimentos no Rio

Cidadania

EBC
Akemi Nitahara - Agência Brasil10.10.2014 - 20h49 | Atualizado em 10.10.2014 - 22h05

Com o objetivo de integrar os movimentos sociais, coletivos, pessoas, entidades e instituições em torno de atividades educadoras, chegou hoje (10) ao Rio de Janeiro a Caravana de Educação em Direitos Humanos. Para criar espaços abertos, plurais e inclusivos, ela percorre todo o país, colhendo depoimentos de grupos vulneráveis e em situação de violação de direitos humanos.
A caravana foi lançada em abril e já fez 21 sessões em capitais como Natal, São Paulo, Manaus, Recife, Teresina, Belo Horizonte, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Vitória, além de cidades do interior. Foi idealizada no Fórum Mundial de Direitos Humano que ocorreu em Brasília no ano passado, e segue com agenda até o fim de 2015, quando ocorrerá a Conferência Nacional de Direitos Humanos.
Representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Carlos Nicodemus explicou que o principal objetivo da caravana é trabalhar para construção de afirmação desse valor na sociedade.
“Ainda se tem uma ideia distorcida do que significa o conceito de direitos humanos enquanto valor ético e inerente às relações sociais e humanas. Tentamos trabalhar isso como ferramenta de paz. A construção de uma cultura de paz, a partir desse valor ético dos direitos humanos”.
Coordenadora de Educação e Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), da Presidência da República, Salete Moreira afirmou que a caravana tem colhido cartas com recomendações regionais indicando debates e soluções para os governos enfrentarem a violação dos direitos humanos.
A coordenadora do Centro de Referência de Direitos Humanos do Complexo do Alemão, Lucia Cabral, também participou da sessão. Ela considera que o mais eficaz seria levar as entidades do governo e da sociedade civil para o local onde ocorre a violação. 
Na caravana de hoje, ficou acertada uma sessão até o fim do ano, na área da infância e adolescente, e outra no início de 2015, na Baixada Fluminense. Também foi aprovada moção de repúdio à proposta de redução da maioridade penal, defendida ontem (9) pelo candidato à presidência Aécio Neves (PSDB). Conforme Nicodemus, os indicadores apontam que a participação dos adolescentes na questão da violência é muito pequena.
Editor Armando Cardoso
  • Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

sábado, 4 de outubro de 2014

Urna eletrônica: confira a ordem de votação .





Exposição ilustra Cartilha dos Direitos

Notícias do Dia / RIC Mais
Carla Superti

Uma exposição ilustra a Cartilha dos Direitos Humanos para crianças em Balneário Camboriú. São obras de 16 artistas que fazem parte da mostra “Meu Mundo é Seu Mundo – Meu Direito é Seu Direito”, , que está aberta ao público na sede da Câmara de Vereadores até o dia 31 de outubro. A visitação pode ser feita de segunda-feira a sexta-feira, das 13h às 19h. A mostra tem como objetivo homenagear a as crianças no mês dedicado a elas e divulga.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Religiosidade e Direitos humanos

Por Mariene Hildebrando

Acho que a religião ideal seria a que abrange tudo.  
            Não pretendo falar de uma religião em particular, mas sim de religiões. Em um mundo globalizado, onde os problemas aumentam, são crises financeiras, crises políticas, guerras, valores ameaçados, o que acaba acontecendo é que a religião, para muitos, acaba por ser  o caminho para a salvação e  para a resolução dos problemas, mas a  globalização também aproxima as pessoas.  Une - nos em torno de causas e lutas comuns. Lutamos pela justiça e pela paz, contra o preconceito, ajudamos aqueles que estão sofrendo por catástrofes naturais, ou por quem está no meio de uma guerra, e nessa hora  queremos ser solidários, independente da religião que praticamos.
             Caminhamos para o sincretismo religioso, quando deixamos as diferenças de lado, as crenças e doutrinas se fundindo em torno de algo maior como a compaixão e o amor pelo próximo, como a repulsa pelas desigualdades e a luta por um mundo mais fraterno e solidário. “Sincretismo", (Houaiss), é "a fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas”. Nesses momentos o que nos move é um sentimento maior que ultrapassa o tempo, as práticas religiosas e  as crenças individuais. É a fraternidade que nos une. Mas surge a pergunta inevitável: Quanto isso é benéfico para nós? Quanto o sincretismo religioso pode nos desorientar e nos afastar daquilo que acreditamos e praticamos dentro da nossa fé, ou quanto ele nos aproxima das pessoas no momento em que nos une em torno de algo maior? Ele nos enfraquece ou nos torna mais fortes e tolerantes, orientando nossas ações?
            O papa Francisco recentemente se posicionou contra o sincretismo quando afirmou que: "Um sincretismo conciliador seria, no fundo, um totalitarismo dos que pretendem conciliar prescindindo de valores que os transcendem e dos quais não são donos. A verdadeira abertura implica conservar-se firme nas próprias convicções mais profundas, com uma identidade clara e feliz, mas disponível para compreender as do outro e sabendo que o diálogo pode enriquecer a ambos. Não nos serve uma abertura diplomática que diga sim a tudo para evitar problemas, porque seria um modo de enganar o outro e negar-lhe o bem que se recebeu como um dom para partilhar com generosidade.” (Evangelii Gaudium, 251, O diálogo inter- religioso).Compreender e dialogar somente. ( Ecumenismo)
            A verdade é que não tenho respostas para as perguntas que fiz anteriormente.  Sabe-se que as pessoas que possuem algum credo, alguma religião, são mais felizes, isso segundo a própria ciência. Tirando algumas exceções, precisamos  acreditar na salvação, em algo maior que nós, que satisfaça nossos anseios espirituais básicos e que nos dê esperança. Precisamos ter para onde correr, a quem orar, adorar, acreditar. Precisamos transbordar a nossa fé em algo, em alguém, ou um Deus. Certamente alguns não concordam com isso. Escolhem não ter religião. Isso é liberdade religiosa.             Mas voltando aos que professam alguma fé, a pergunta é: Por que algumas pessoas acham que sua religião ou sua crença é sempre a melhor?  Porque alguns brigam por causa disso, são intolerantes com a fé alheia, a ponto de  morrer defendendo sua crença,  pior, á ponto de matar por ela? Não podemos viver em harmonia com todos, sem achar que a minha escolha é a correta? Com certeza quando falamos de respeito e tolerância religiosa podemos dar exemplo ao mundo. Aqui não matamos, nem cometemos outras atrocidades, em nome da religião.
            Somos um país em que a pluralidade religiosa está presente, em que a mistura de raças, cores e credos, nos torna um país com uma diversidade cultural e religiosa incrível, onde se procura garantir a igualdade respeitando as diferenças. O Programa Nacional dos Direitos Humanos possui uma cartilha –Diversidade Religiosa e Direitos Humanos- elaborado  por pessoas de diversos credos, que acreditam em um mundo melhor. O Brasil como Estado laico deve garantir a liberdade religiosa de seus cidadãos.  Diz o artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal do Brasil: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”
            A Portaria nº 92, de 24 de janeiro de 2013, instituiu o Comitê Nacional da Diversidade Religiosa, que tem como finalidade,” auxiliar a elaboração de políticas de afirmação do direito à liberdade religiosa, do respeito à diversidade religiosa e da opção de não ter religião de forma a viabilizar a implementação das ações programáticas previstas no Plano Nacional de Direitos Humanos”. (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República).
             A religião ideal não existe. Ouso dizer que se existisse, conteria um pouco de cada uma. Nossa plenitude e felicidade independem de seguir esta ou aquela religião, esta ou aquela doutrina, esta ou aquela crença.  Não existe a mais correta. Existe a que me faz feliz e satisfaz minhas necessidades. Todas tem como base o amor, o respeito ao próximo, a compaixão, o perdão e outros valores e qualidades que só nos fazem bem. Os conflitos que muitas vezes são gerados pela religião não acrescentam em nada para a humanidade.
            Seja como for, acreditar em algo, ter fé, exercitar a espiritualidade, nossas crenças, buscar o que  melhor reflete o que pensamos e sentimos só pode nos fazer bem. Cada um sabe o que é melhor para si, e o que corresponde aos seus valores. Aquilo que nos tráz paz e conforto, que nos alegra e alivia a alma. Mas não devemos achar que nossas escolhas são melhores do que a dos outros. Devemos respeitar toda e qualquer crença e deixarmos a intolerância para trás. Uma sociedade justa e democrática se constrói em cima do diálogo e do respeito às diferenças.  Somos livres para pensar diferente, mas esse pensar não pode ser no sentido de discriminar, de ofender ou usarmos de violência para defender aquilo que acreditamos. Não importa o nome que damos a ELE, Deus, Alá, Tupã, Javé, Olorum, O Grande Espírito, A Deusa, Brahman, o Arquiteto do Universo,... No final todos almejam a mesma coisa, a paz entre os homens, e que nossos direitos básicos sejam garantidos, e que o principal deles ( o direito a vida) seja preservado e respeitado.
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.(Nelson Mandela)      




domingo, 28 de setembro de 2014

De quem é o Brasil?

Por Mariene Hildebrando

            Eis uma boa pergunta. Dos índios que habitavam essas terras, dos portugueses que descobriram esse território? Quem já não ouviu dizer que o Brasil é dos índios que já aqui estavam quando ele foi descoberto pelos portugueses. O Brasil é um país miscigenado, índios, negros, brancos, mulatos, amarelos, enfim, somos a soma de todos esses grupos. Formamos a nação Brasileira que é única e possui uma multiculturalidade ímpar. Somos esse país que é de todos os cidadãos brasileiros. Somos um povo alegre, que dá exemplo ao mundo da convivência em harmonia, e segundo nossa Constituição Federal, sem distinção de cor, raça, credo ou sexo. Um Estado laico, mestiço e bonito por natureza. Somos todos brasileiros, não somos índios, mestiços, negros, brancos ou mulatos, mas  sim, a mistura de etnias,a diversidade na igualdade.

                                  Somos a Nação Brasileira. O Brasil é de todos!

Portugal confiante na eleição para o Conselho de Direitos Humanos


DN Globo
Por lusa
ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português mostrou-se hoje confiante na eleição de Portugal para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, comprometendo-se, perante a Assembleia-geral da ONU, a defender a universalidade destes direitos.
No seu discurso durante a 69.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque, Rui Machete recordou as "propostas e compromissos" que Portugal apresentou no âmbito da sua candidatura, "com o objetivo de promover e proteger a universalidade, indivisibilidade, inalienabilidade e interdependência de todos os direitos humanos - civis, culturais, políticos e sociais".
"Se eleito, Portugal exercerá o seu mandato convicto de que o sistema das Nações Unidas de proteção dos direitos humanos deve permanecer forte, independente e exigente. Portugal é, aliás, parte, sem reservas, de oito dos tratados fundamentais de direitos humanos das Nações Unidas e de todos os respetivos protocolos adicionais", acrescentou o ministro.
A votação, que está marcada para 21 de outubro, é encarada por Portugal "com expectativa mas também com esperança" porque, "se for eleito, Portugal será, pela primeira vez, membro de tão importante órgão", disse, recordando que, no âmbito do segundo exame periódico universal do Conselho de Direitos Humanos, realizado em abril passado, o país "mereceu amplo reconhecimento".
Portugal, acrescentou, "tem participado ativamente nos 'fórum' multilaterais de direitos humanos, em particular no Conselho de Direitos Humanos, onde apresenta anualmente resoluções sobre o direito à educação e sobre os direitos económicos, sociais e culturais".
"Esperamos, no decurso dos próximos três anos, ter a oportunidade de contribuir ainda mais significativamente, pois acreditamos na capacidade do Conselho para apoiar os Estados-membros no cumprimento das suas obrigações em matéria de direitos humanos", mencionou Rui Machete.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Seleção de filmes sobre direitos humanos será exibida no Festival do Rio


EBC- Agência Brasil


Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

O Festival do Rio 2014, que começou ontem, traz este ano a seleção Cinema e Direitos Humanos, em parceria com a Anistia Internacional. Foram escolhidos 19 documentários para a programação especial, que tratam da luta pelos direitos humanos na atualidade. Algumas sessões serão seguidas de debate.
De acordo com a entidade, “a cultura é um componente essencial à consolidação de um universo de valores que reconheça os direitos humanos de todas as pessoas”. E o cinema contribui para o fortalecimento “de uma consciência sobre as circunstâncias diversas onde os direitos humanos são violados, mas, sobretudo, para a ampliação do que chamamos de 'cultura de direitos'”, onde há a atitude de solidariedade e compromisso ativo com a defesa dos direitos de todas as pessoas, diz o diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, Átila Roque.
Entre os títulos selecionados estão Procurando Fela Kuti, sobre o músico criador da revolução cultural do Afrobeat; Nós, o Gigante Acordado, sobre cidadãos que precisam escolher entre pegar em armas ou a mudança pela paz para alcançar a justiça e a liberdade; Contos Iranianos, que mostram a realidade iraniana por meio de complexas personagens femininas; Revolução ao Contrário, primeiro filme de uma trilogia que analisa os movimentos de revolta com a crise financeira, como o Occupy Wall Street; e Big Men – Homens de Petróleo, sobre a exploração de óleo na Nigéria e o comércio em países politicamente instáveis.
Programação:
http://issuu.com/anistiabrasil/docs/anistia_folderfestivalrio_22set_3677980594dccf/1

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Comissão de Direitos Humanos denuncia Venezuela por deterioração do direito de liberdade de expressão



VOX Internacional
Redação Portal-23/09/2014

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) publicou na última segunda-feira, 22 de setembro, relatório que denuncia a “deterioração do direito de liberdade de expressão” na Venezuela.
A CIDH critica o governo do presidente Nicolás Maduro por recorrer a pressão política e econômica contra a mídia.
Na semana passada, uma cartunista foi demitida do jornal “El Universal” por causa de um desenho que criticava a situação de saúde no país.
Dois outros veículos, a TV Globovisión e o jornal “Ultimas Noticias”, abandonaram a linha crítica ao governo após terem sido recentemente comprados por investidores. A CIDH também denuncia Maduro por ameaçar abrir processo contra veículos que cobrem um surto de doença desconhecida em Maracay.