segunda-feira, 28 de março de 2016

Capacitação da ONU em direitos humanos inscreve indígenas

EBC Rádio agência Nacional

O programa de bolsas da ONU para representantes indígenas está com inscrições abertas, para a edição 2017. São quatro as possibilidades de bolsa para falantes do espanhol, inglês, francês e russo.

O programa de treinamento, promovido pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, busca ampliar o conhecimento e as competências dos representantes dos povos indígenas sobre mecanismos de proteção dos direitos humanos para atuação internacional.

No final da formação, os participantes indígenas são incentivados a compartilhar os conhecimentos  e treinar as respectivas comunidades ou organizações indígenas.

O prazo para se inscrever na edição de 2017 é 30 de abril de 2016, exceto para o programa em russo, cujo prazo é 15 de maio.

Filme sobre festival faz manifesto por direitos humanos e cidadania

RBA Rede Brasil Atual

“Nós moramos num país gigantesco, num país de extrema riqueza, mas com uma falta de sentimento de humanidade tamanha que leva ao sofrimento a grande maioria da sua população”. A frase do rapper Criolo faz parte de um vídeo lançado nesta sexta-feira (18) nas páginas do Facebook da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo e das produtoras Recheio Digital e Eletrônica Viva. Trata-se de uma espécie de “prestação de contas” sobre a terceira edição do Festival dos Direitos Humanos, promovido entre os dias 6 e 13 de dezembro de 2015.
Mais do que relembrar as atividades e shows promovidos no evento, o filme traz entrevistas de vários artistas sobre questões ligadas aos direitos humanos e cidadania. Em tempos de tanta intolerância nas ruas, em que pessoas são agredidas pelo simples fato de pensarem de forma diferente, o vídeo acaba soando como um manifesto pelos valores democráticos de igualdade e respeito ao próximo.
“Eu olho dali de cima e vejo uma diversidade tão grande naquele público: gente mais velha, gente mais nova, gente de todas as cores, de todos os credos… Eu acho muito importante botar essas pessoas diferentes para conviver porque assim a gente acaba exercitando a tolerância”, afirma a cantora Pitty.
O vídeo começa com os artistas definindo o que significa “direitos humanos”. Pitty diz que “é o mínimo que as pessoas precisam para ter dignidade”; Gilberto Gil declara que “é o homem se defendendo do homem”; o estudante Rubi Assumpção afirma que é “a gente saber viver em grupo de uma forma tranquila”; e a cartunista Laerte define que “são os direitos que assistem a qualquer pessoa pelo simples fato de ser humana”.
Um dos momentos mais emocionantes do filme é quando, entre um show e outro durante o encerramento do festival, entra uma gravação no telão: “Amanhã, meu filho não vai ser refugiado, meu filho vai ser brasileiro. Meu filho vai brincar com o filho de vocês. Meu filho vai casar com os filhos de vocês. Eu vou ser seu sogro e você pode ser meu sogro de amanhã”, afirma um refugiado, seguido pela vibração da plateia, que grita e aplaude.

domingo, 20 de março de 2016

Os 10 piores países para os direitos humanos 

MUNDO - 19/03/2016 23h06   Jornal Floripa

Os piores países para os direitos humanos

São Paulo - Segundo o estudo Human Right Risk Atlas de 2014, da Maplecroft, o número de países que apresentam “risco extremo” aos direitos humanos cresceu 70% nos últimos seis anos. Houve um salto de 20 países em 2008 para 34 agora.
Guerras civis e conflitos étnicos são os principais fatores que põem em risco o direito à vida, à educação e a segurança das crianças e mulheres.
Outros países que não estão em guerra violam direitos humanos com altos índices de violência e falta de liberdade de expressão, por exemplo.
197 países foram monitorados. Os que pior deterioraram a proteção dos direitos humanos foram Síria Egito Líbia Mali e Guiné-Bissau. O norte da África , a região subsaariana e o Oriente Médio concentram as nações nas piores situações.
China Índia Rússia México aparecem com países "de extremo risco". O Brasil aparece como "de alto risco".

Rio sedia Conferência de Políticas Públicas e Direitos Humanos para LGBT

 fonte: Jornal do Brasil
Até este domingo (20/3), o Rio de Janeiro recebe a III Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. O evento reúne cidadãos e cidadãs LGBT, representantes do poder público, dos movimentos sociais e interessados na temática da promoção da cidadania dessa comunidade e dos direitos humanos. 
O objetivo é debater, identificar e definir estratégias e propostas de atuação do movimento social e do poder público. Os participantes também discutirão propostas de políticas públicas para a promoção da cidadania LGBT, especialmente nas áreas de Assistência Social, Educação, Saúde, Segurança, Administração Penitenciária, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Legislação e Justiça, Direitos Humanos, Trabalho e Renda e outras.
A conferência é realizada pelo Conselho de Direitos da População LGBT do Estado do Rio de Janeiro e pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, com a coordenação executiva da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, através do Programa Estadual Rio Sem Homofobia. 
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro, a Defensoria Pública do Estado do Rio, a Fundação Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Massam e o Sindicato dos Comerciários do Rio são parceiros do evento. Através da Portaria n.º 754 de 29 de dezembro de 2014, o Governo Federal convocou a III Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos para LGBT, abrindo o processo de conferências por todo o país. Nove etapas regionais foram realizadas em todas as regiões do estado, entre novembro e dezembro de 2015, quando foram eleitos os delegados da III Conferência LGBT.

quarta-feira, 2 de março de 2016


Paz a longo prazo e segurança não podem existir sem direitos humanos para todos’, diz chefe da ONU

Na abertura da 31ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, nesta segunda-feira (29), representantes da ONU enfatizaram a relação entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o direito ao desenvolvimento, destacando que as pessoas que vivem em países em conflito e que precisam de assistência humanitária esperam por ajuda da Organização.
“Paz a longo prazo e segurança não podem existir sem direitos humanos para todos”, destacou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O chefe da ONU destacou o acordo feito em dezembro entre Japão e Coreia do Sul em relação às “mulheres de conforto”, que eram escravizadas em bordeis durante a Segunda Guerra Mundial. O pacto inclui um fundo de 8,3 milhões de dólares para as sobreviventes. “Espero que a implementação fiel do acordo, guiada pelas recomendações dos mecanismos de direitos humanos da ONU, ajudem a curar essas feridas”, declarou Ban.
Neste momento de múltiplos conflitos e uma disparada das necessidades humanitárias, destacou o chefe da ONU, a comunidade global deve fazer mais para prevenir as crises e proteger as pessoas. Ele lembrou que este será um dos principais apelos para a ação na primeira Conferência Mundial Humanitária da história das Nações Unidas, que acontecerá em Istambul, Turquia, nos dias 23 e 24 de maio.
Ban sublinhou que a Agenda 2030 é o principal passo em direção aos direitos humanos, enfatizando o seu compromisso de alcançar os mais vulneráveis – afetados por situações de conflito, mudanças climáticas, migrantes, refugiados, deslocados e apátridas.
“Construir muros mais altos e criar regimes mais rigorosos de asilo não contribui em nada para tratar das motivações para os movimentos em massa dessas pessoas”, concluiu.
“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) buscam concretizar os direitos humanos de todos”, lembrou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein. “A responsabilidade está agora na implementação, em cumprir as promessas da Agenda de uma mudança transformadora”, acrescentou.
Zeid afirmou que a comunidade global não pode solucionar problemas que não são conhecidos, destacando a importância de informações recolhidas com precisão para medir o progresso e alcançar os mais vulneráveis, destacando que os ODS, como uma Agenda de ação detalhada, oferecem “grande esperança” às pessoas.

Divagações... aprendizados/ escolhas

É inegável que a medida que o tempo passa vamos aprendendo mais e mais sobre quem somos, sobre a vida e tudo que a envolve. A compreensão e aceitação de fatos e acontecimentos que nos envolvem e permeiam a nossa existência nos trás paz. Nem tudo conseguimos entender, mas isso já é um aprendizado, percebermos que certas coisas não entenderemos nunca. Em cada fase de nossas vidas importantes aprendizados irão ocorrer. E todos são significativos para o nosso crescimento pessoal.
.           Verdade é que no aprender a viver, está aprender a respeitar o outro. Aprender a se doar, aprender que o outro tem tantos direitos e deveres quanto eu. Aprender que nunca saberei tudo, que estarei sempre “aprendendo” . Perceber que tudo é impermanente, e é aí na impermanência que está o aprendizado. . Quando aceitamos o desapego e a impermanência, nos encaminhamos para conseguir a paz tão almejada. Só assim para haver evolução. O crescimento interno acontece na medida em que aproveitamos nossas experiências. Ciclos, a vida é feita disso. Temos que ser meio camaleônicos e nos adaptar, ou então, mudar tudo de novo e nos rebelar.
             Aprender a sorrir mais, a abraçar mais, a amar, a ser gentil, ter compaixão, se colocar no lugar do outro, sublimar, abstrair, relaxar, contemplar mais. Aprender a conviver com a ausência de alguns, com o término de relacionamentos, de ciclos de vida. Aprender a recomeçar, aprender a começar. Aprender que não teremos respostas para tudo, e que podemos encarar a vida de maneira mais positiva. Desfrutando do que alegra a nossa alma, nos deixa mais feliz e torna nossos dias mais leves e coloridos. Aprender a deixar a arrogância de lado achando que sabemos tudo.
            Aprender a sermos mais humildes, modestos e honestos. Aprender a nos doarmos mais! Quando nos doamos, nos entregamos, e a entrega faz com que a gente consiga aproveitar os momentos de uma forma mais completa. Abusar da sinceridade, ser verdadeiro, leal, autêntico. Aprender a ser “desafetado”, afetuoso, tem pessoas que não conseguem demonstrar o que sentem, tem que aprender. Ser fiel com tudo e com todos. Com nossas crenças e ideais, com nosso companheiro ou companheira, com nossos propósitos de vida.
            Sermos nós mesmos, mas não esquecendo que viver é aprender , e que nada é imutável, que podemos errar e  acertar, e nos decepcionar, mas é só assim que melhoramos como pessoas, e só assim conseguimos nos relacionar com o outro, trocando, nos conectando com o mundo. È fato que tudo isso acontece, é importante, mas o que mais precisamos aprender é sobre o amor. Amar os outros, amar a si mesmo. A vida é movida por ele. Pode ser até que alguns discordem, mas acredito muito nisso. Não encontrei até hoje nenhum sentimento que o supere. E por amor, nós mudamos, nós tentamos, nós sofremos, nós rimos sozinhos, muita coisa boa e muita coisa ruim, é feita em nome dele.
A vida está sempre nos cobrando atitudes, estamos sempre tendo que escolher, sem  mesmo nos darmos conta de que fazemos isso a todo instante. A maior parte das nossas escolhas diárias fazemos sem perceber. Não há grandes consequências quando o fazemos. Mas a vida às vezes nos apresenta aquelas escolhas que são  muito difíceis, e que nos tiram o sono, a fome, dói o estômago, a cabeça, a gente já não raciocina. O que fazer? Viajar ou não viajar; mudar de cidade, de estado ou de país; mudar de emprego, iniciar um novo relacionamento, acabar um antigo? Os momentos de confrontos irão surgir e teremos que escolher, a dificuldade está justamente no impacto que a nossa decisão irá causar na nossa vida e até na vida das pessoas que estão ao nosso redor, que convivem com a gente, familiares, amigos, colegas, e por mais que a gente diga, “ a VIDA É MINHA, EU FAÇO O QUE BEM ENTENDO” nunca é só isso. No momento em que não decidimos algo por medo ou outro motivo qualquer, já estamos fazendo uma escolha, a de não decidir, a de não nos comprometer. Viver é correr riscos, é se aventurar a todo instante, não tem como saber se o caminho que escolhemos é o melhor, o tempo dirá. Certo é que devemos espantar o medo de escolher e de tentar, melhor se arrepender por ter tentado, de outro jeito vamos ficar apenas imaginando como seria.
Acredito que uma forma de escolher é com o coração, dificilmente ele erra, a intuição também ajuda. A primeira impressão, a primeira ideia que tivemos, normalmente é o caminho mais acertado. Deixar o medo de lado e agir. Fazer a nossa história, acertando e errando. Arriscando! Correr riscos dá medo, mas nos ajuda a alcançar nossos sonhos. Muita segurança diminui a nossa liberdade e vice versa. Temos que dosar com ousadia e coragem. Viver é isso, não arriscar é perigoso, não experimentar é tedioso. “Vambora” viver a vida que ela não espera, escolhas , aprendizados...nossa história!

Mariene Hildebrando
Email: marihfreitas@hotmail.com






A identidade sexual de cada pessoa é um direito fundamental que deve ser respeitado por todos,não somos uma sociedade democrática e que se diz livre de preconceitos? Imoral é criança passando fome, imoral é uma mãe assistir o seu filho chorar de dor e não poder ajudar; imoral é não ter uma casa para morar, é não ter emprego...o resto é ignorância e reprodução de valores e conceitos perpetrados pela sociedade durante anos. (Mariene)


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Posso sentir

Posso sentir

Eu posso sentir;
O cheiro do medo, o ódio rondando,
A vida escapando, fugindo ,me escondendo, ganhar mais um dia, driblar a fome, a morte
Favela, periferia, vida pulsando em agonia,
 fissura,
O rap tocando,  a droga passando, crianças armadas,futuro incerto;
A miséria impregnada, a desilusão impera,
Em cada esquina a morte espreita,  gente invisível,
Cadê a paz tão desejada?   O morro tomado e acuado por quem devia defender,
A lei é para os ricos,  a gente ta na escuridão, pobres almas aprisionadas
Vida descabida,  sofrimento, desesperança, tempo ruim;
A ajuda não vem,  o inferno é aqui mesmo. País que não faz pelos seus

O dinheiro é o Deus...

Mariene Hildebrando

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A Desigualdade de Gênero: Homem x Mulher

A desigualdade de gênero não é um “privilégio” do Brasil. Infelizmente ela existe desde a antiguidade e persiste até nossos dias. Mas afinal o que é gênero? Gênero pode ter vários significados, aqui nos interessa o significado de gênero em relação ao homem e a mulher. Alguns conceitos:
“Conceito que engloba todas as características básicas que possuem um determinado grupo ou classe de seres ou coisas.”
“Conjunto de seres ou objetos que possuem a mesma origem ou que se acham ligados pela similitude de uma ou mais particularidades.”

Nossa constituição estabelece em seu artigo 5º, inc. 1º:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição ;

            Temos garantida a igualdade de todos constitucionalmente,  no entanto, esse amparo legal sofre  diversas violações no dia-a-dia, o desrespeito a esses direitos acontece a todo o momento, expondo a fragilidade de nossas normas jurídicas perante séculos de discriminação contra a mulher. A mulher precisa trabalhar dobrado para conseguir um salário igual ao do homem. Tem dupla ou tripla jornada de trabalho, visto que trabalha em casa também. A mulher sempre foi vista como um ser inferior e que devia submissão ao homem, e, embora esse quadro venha mudando ao longo dos anos, através de lutas e movimentos feministas, a participação feminina na política, na educação, no mercado de trabalho continua desigual.
A desigualdade de gênero fere princípios e direitos básicos do ser humano, no caso a mulher em especial. Fere o princípio da dignidade humana É sobre a liberdade e a igualdade que está fundamentada a dignidade da pessoa humana. Desrespeitar e desvalorizar alguém, tratar de maneira diferenciada, humilhando e discriminando em função de gênero, é tratar com desigualdade e ferir a dignidade do ser humano. Não é aceitável que discriminações/preconceitos sejam eles de que tipo forem, invalidem e limitem direitos que são  essenciais e fundamentais para a democracia, agindo assim com certeza estaremos fortalecendo a desigualdade social que já existe. Há quem defenda a tese de que homens e mulheres por serem biologicamente diferentes teriam justificadas as desigualdades existentes. É inadmissível usar as desigualdades biológicas para justificar seja lá o que for que exclua a mulher, que discrimine, que  use de violência, que produza qualquer tipo de injustiça.
             A expressão gênero foi utilizada pela primeira vez no Brasil na Convenção de Belém do Pará em agosto de  1996. Está incorporada nas legislações de vários países bem como nas normas internacionais. No Estatuto do Tribunal Penal Internacional (Roma 1998) está incorporado o conceito de gênero: o art. 7º, item 3, “entende-se que o termo “gênero” abrange os sexos masculino e feminino, dentro do contexto da sociedade, não lhe devendo ser atribuído qualquer outro significado”.


            A ONU divulgou o relatório O Progresso das mulheres no mundo, (2015-2016),que mostra que as mulheres recebem um salário quase 30% inferior ao do homem na mesma função. Segundo a ONU, “as mulheres são responsáveis por uma carga excessiva de trabalho doméstico não remunerado referente aos cuidados com filhos, com pessoas idosas e doentes e com a administração do lar.” ( Agência Brasil/Direitos Humanos).

            A ONU Mulheres foi criada em 2010 para tratar da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, investindo na capacidade econômica das mulheres como forma de garantir a diminuição da desigualdade existente. Segundo a ONU o Brasil  tem trabalhado para que essas diferenças diminuam, e se destacou pela criação de mais  trabalho para a mulher e por políticas de inclusão na vida econômica do país. Ações públicas que se propõe a diminuir as desigualdades são de extrema importância e permitem que avancemos  na luta por trabalhos decentes e redução da desigualdade salarial entre homens e mulheres, maior participação política  da mulher, e tantas outras medidas que podem ser tomadas e que valorizem o papel da mulher no desenvolvimento do país.
            Não é fácil mudar uma história de anos de preconceito e discriminação de uma sociedade patriarcal. As desigualdades não são apenas a nível cultural, mas econômicas, políticas, e decisórias. Apesar das mulheres superarem os homens em nível de escolaridade, de representarmos mais da metade da população e do eleitorado, e sermos quase 50% da população economicamente ativa do país, o abismo entre homens e mulheres ainda é grande.  Precisamos ocupar os espaços que ainda não ocupamos em função da desigualdade acentuada, políticas de enfrentamento são bem-vindas. O que queremos é uma sociedade mais justa e igualitária que garanta a todos, igualdade e oportunidade, independente do gênero, da cor, da raça.

Mariene Hildebrando
Especialista em Direitos Humanos
Email: marihfreitas@hotmail.com











terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Decepções

Decepções  crescimento...ano novo !
Decepções. Algumas parece que vão nos deixar para sempre arrasados.
Dá uma vontade louca de chorar tudo que podemos, até esgotar todas as emoções. Coisas acontecem por não falarmos o que se passa na nossa alma. Achamos que o outro sabe o que se passa com a gente, o que queremos, quais são nossas intenções, mas não é assim. Porque achamos  que estamos sendo claros? Que somos transparentes? Que todo mundo sabe o que vai na nossa mente? Somos seres complicados, essa é a verdade. Às vezes nos perdemos de nós mesmos, na nossa ânsia em querermos agradar os outros, acabamos nos boicotando, tomando atitudes que não condizem com o que pensamos. Representamos um papel porque achamos que é aquilo que as pessoas querem de nós. Gostamos mas fingimos que não gostamos. Pensamos uma coisa e dizemos outra. Queremos algo, mas nossas ações parecem dizer o contrário. Será tudo isso uma maneira que usamos para nos proteger?  Proteger do que, eis a pergunta, das decepções talvez, de ouvirmos um não, de não sermos correspondidos. Tememos a verdade, nos escondemos de nós mesmos.

Acredito que a decepção nos faz crescer, de alguma maneira nos modifica, para melhor ou para pior, vai depender de como enfrentamos a dor que ela nos causa.. A decepção por não ter dado certo, o achismo do “se”, se tivesse feito isso, se tivesse feito aquilo, acho que o final seria diferente, não sofreria essa dor sem fim... e mais uma vez passamos pelo processo de olhar para tudo que passou e ver o que queremos eliminar, e perceber o que podemos fazer diferente, como podemos encarar os desafios, as decepções que podem surgir, de maneira diferente. Como podemos melhorar nossa vida nesse planeta chamado terra. Acredito que uma das coisas que podemos fazer é sermos flexíveis e tolerantes em relação às decepções. Elas vão acontecer, pessoas vão nos decepcionar de vários modos. A vida vais nos decepcionar, sonhos podem não se realizar. Somos seres imperfeitos buscando viver da melhor maneira possível. Todos nós erramos, e quase todos nós nos decepcionamos ou decepcionamos alguém pelo menos alguma vez na vida. A frustração que decorre disso nos causa dor. Ver nossas expectativas frustradas porque alguém não foi leal, porque alguém traiu nossa confiança, ou nos foi infiel, causa tamanha dor, que podem nos  marcar para sempre. Passamos a nos questionar, o que fizemos para merecer isso? Não conseguimos entender, isso pode levar anos, ou até a vida inteira nos atormentando. Pode nos mudar  muito. Criamos expectativas e quanto maiores elas forem, maior será nossa decepção. Temos que entender que somos seres diferentes, cada um cresceu com uma educação, tem sua maneira de ser e agir, não podemos querer que o outro seja igual a nós. A dor que nos é infligida pela dor emocional causada pela decepção é dor que dói demais.
 A primeira coisa a fazer é  deixar que ela se acomode em nós, olhar o que está acontecendo com uma certa distância e perceber se não estamos superdimensionando e valorizando situações e pessoas que podem não possuir essa importância toda. Colocar-nos na situação de observador de nós mesmos. Acalmar, serenar, tentar entender, e aí vale tudo que eu achar necessário para que isso aconteça, uma boa conversa, uma boa reflexão, uma ajuda externa,  mas, se isso não for possível, tocar a vida pra frente,  o mundo não vai parar porque estou sofrendo. Temos que tentar administrar essa dor. Se esse ano que está findando te trouxe algumas decepções e tristezas, será que não está na hora de deixar que elas fiquem aqui em 2015? Começar 2016 com a ideia de que vai ser muito melhor já é um bom começo. Decepções causam dor, mas também podem nos fazer crescer. Somos  seres em constante aprendizado, estamos aqui para evoluir. Em vez de deixarmos a amargura tomar conta da gente, vamos usar o aprendizado para fazer diferente. Perceber que portas estão se abrindo, que ensinamentos  podemos tirar.
A decepção faz parte da vida. Assim como nos decepcionamos, também nós em algum momento decepcionamos alguém. Podemos nem nos dar conta disso, não ter tido a intenção, mas acontece. Justamente por sermos seres imperfeitos, em constante evolução. Encarar os desafios requer uma dose de coragem, às vezes sacrifício. As decepções não vêm apenas dos outros, também de nós mesmos, nos decepcionamos quando não conseguimos algo que queríamos muito, quando não alcançamos aquilo que nos propusemos, quando algum sonho ficou esquecido, quando alguma situação não se concretizou da maneira que esperávamos, e com toda essa frustração surge o medo, que acaba por nos aprisionar, impedindo de seguir adiante, de explorar nossos recursos. Está certo, você está frustrado, decepcionado, mas vai deixar isso continuar te prejudicando até quando? Uma hora temos que dar um basta nesse sofrimento todo e encarar que já é hora de mudar. Nem tudo sai como a gente idealizou, paciência! Falar é fácil? Com certeza. Tomar atitudes que realmente vão fazer a diferença  requer coragem e disposição da nossa parte.  Encarar a vida de frente não é qualquer um que consegue. Dá trabalho. Não foi como esperava? Faça diferente. Somente eu posso fazer algo e mudar o que não está bom. 
Que venha o novo ano e que na ilusão de que posso mudar, recomeçar ou começar de novo, isso nos dê forças para seguir adiante. Que o simbolismo de terminar um ano e começar outro, nos de a esperança de que podemos fazer melhor, podemos mudar coisas que não gostamos em nós ou nas nossas vidas. O ano novo é mais um rito de passagem que faz parte da nossa vida e nos estimula a querer mudar. Vamos atrás desse raio de esperança que surge  iluminado por novos sonhos e quereres. Viver não é tarefa das mais simples, mas nós complicamos mais do que devíamos. Não basta estar vivo, temos que viver a vida, e isso é um processo contínuo, que requer coragem e determinação, vamos sair do previsível e encarar os desafios que nos farão crescer. É a nossa história,  e ela só pode ser escrita por nós. Um abençoado ano para todos, com força, fé e determinação para encarar todos os desafios.
Feliz Ano Novo!
Mariene Hildebrando
Professora de Direito e especialista em Direitos Humanos
Email: marihfreitas@hotmail.com


domingo, 20 de dezembro de 2015




A todos que de uma forma ou de outra estiveram conectados comigo através do meu blog, compartilhando e lendo minhas impressões sobre diversos assuntos. Que venceram mais um ano  de desafios e que esperam o próximo ano com  vontade de vencer e continuar crescendo, com a vontade de aprender e de fazer do mundo e de seu mundo um lugar melhor para se viver...
Desejo um  Feliz Natal e um maravilhoso 2016.

 Espero continuar contando com a presença de vocês  por aqui!

Beijinhos e Boas Festas!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A Família do século XXI -



A Família do século XXI -

“No Estatuto da família está definido que família é a união entre homem e mulher por meio de casamento ou união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos.”
         Sabemos que a família é o primeiro núcleo social do qual fazemos parte, e sabemos que esse conceito tradiconal não mais se sustenta. O mundo mudou, as pessoas mudaram, evoluímos, quero crer que para uma sociedade melhor, menos preconceituosa e que entende que amor não tem cor, nem sexo, vem do coração e só. Casais homossexuais com filhos são uma família, tanto quanto casais hetero. No mundo contemporâneo não cabe mais apenas a forma tradicional de família. Novas combinações surgiram. Temos a família Mononuclear; (Famílias formadas por mãe, pai e filhos) Família Homomaternal; (Famílias formadas por mães e filhos) Família Homopaternal; (Formada por pais e filhos), a mãe que cuida dos filhos sozinha, Monoparental; Pais independentes; (Pais que cuidam dos filhos sozinhos) pluriparental (o casal ou um dos dois têm filhos provenientes de um casamento ou relação anterior); extensa ou ampliada (tem parentes próximos com os quais o casal e/ou filhos convivem e mantém vínculo forte, podemos continuar citando outros tipos de relação, não importa que tipo é, importa que sejam respeitadas  e que sejam reconhecidas para que tenham seus direitos garantidos.
         Nesse conceito de família que está no nosso estatuto, temos várias violações aos Direitos Humanos, vejamos então: Está presente a intolerância, a discriminação, o preconceito, a falta de respeito a dignidade da pessoa humana, o desrespeito a liberdade e outros direitos que fazem parte da nossa existência e de nós enquanto seres humanos. Um conceito que faz parte de um projeto de lei aprovado em setembro de 2015 por uma comissão especial composta por nossos representantes legais. Eu me pergunto a quem eles realmente representam? Pessoas que estão fomentando a intolerância, a discriminação. Existe um conceito correto sobre o que é família? Então casais homoafetivos por exemplo  ficam de fora desse conceito, como se assim eles deixassem de existir.     Família é a que é formada por laços consanguíneos e também por afinidade, o sexo dos casais pouca importância tem. Não tem como não citar o Art.1º da Declaração de Princípios sobre a tolerância. “A tolerância é o respeito, a aceitação e a apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade de seres humanos.” É fomentada pelo conhecimento, a abertura de espírito, a comunicação e a liberdade de pensamento, de consciência e de crença. A tolerância é a harmonia na diferença.
A diversidade faz parte da nossa sociedade, conceitos antigos devem ser mudados, mas para que isso aconteça é necessária uma mudança de postura, de visão, e de um novo olhar sobre esse novo mundo. Outro direito violado por esse conceito ultrapassado de família é a igualdade, é um direito fundamental, que faz parte da segunda geração dos Direitos Humanos. É sobre a liberdade e a igualdade que está fundamentada a dignidade da pessoa humana, passa pelo direito a dignidade e a igualdade o respeito à orientação sexual de cada um. O respeito pela maneira de ser e de viver.
O Estado tem o dever de proteger as liberdades fundamentais da pessoa humana e seus direitos, como liberdade de se expressar livremente, seu direito de escolha, de credo, seus valores, direito a intimidade e tantos outros. Quem somos nós para dizer que um casal homoafetivo não pode formar uma família?  Dignidade e liberdade estão ligadas, cabe ao Estado assegurar os meios que nos garantirão as condições necessárias para que tenhamos uma vida digna e ao mesmo tempo nos auxiliar para que possamos dar sentido a nossa própria existência. Existe uma nova diversidade estrutural, em que os papéis de cada um não são estáticos. Mudam conforme a necessidade de cada núcleo familiar. Fato é que a família, não importa de que tipo seja, continua sendo importante na formação do indivíduo e na inserção dele na sociedade. Os padrões patriarcais já não cabem mais. As mudanças sociais e culturais exigem que se repense sobre a “instituição família”. A família ideal não existe. Existe a família possível, aquela que nos acolhe, transmite valores, educação, amor, nos socializa, onde nossas primeiras aprendizagens ocorrem e onde nos desenvolvemos como seres humanos. Compreender essas mudanças estruturais é algo complexo, muitas são as dificuldades que surgem. A visão conservadora, o preconceito, a discriminação. A falta de visão dessa nova realidade acaba por se estender ao Direito, que está engatinhando no que diz respeito à previsão legal desses novos tipos de relação. Os conflitos surgem a todo o momento e legitimar  esses novos relacionamentos é fundamental para a sociedade. O Estado existe para nos defender, para salvaguardar nossos direitos, criando condições para que possamos agir livremente e conduzir nosso próprio destino sob sua proteção, através da promoção e da proteção dos direitos individuais, sem com isso interferir e desrespeitar o direito a dignidade da pessoa humana.
         Ser feliz é o que todos queremos. Termos nossos direitos respeitados e salvaguardados já é um passo nessa direção. Nossa felicidade deve vir em primeiro lugar. E que as novas famílias sejam acolhidas e respeitadas e tratadas com igualdade perante a lei.

Mariene Hildebrando
Professora e especialista em Direitos humanos
Email: marihfreitas@hotmail.com





terça-feira, 24 de novembro de 2015

Projeto 24 Horas de Cinema



Filme realizado durante as atividades do 14˚Festival Nacional de Cinema Estudantil de Guaíba, sob supervisão de Eduardo Teixeira e Rafael Hitch. O curta foi realizado pela turma 311 do Instituto Estadual de Educação Gomes Jardim.

domingo, 1 de novembro de 2015

A Impermanência de tudo

Por Mariene HIldebrando


            Não pensamos muito nisso. Na impermanência de tudo. Em como tudo muda o tempo todo. Em como as mudanças acontecem  às vezes de forma inesperada e nos atropela como se fosse um trem, passando por cima sem dó nem piedade. Mas às vezes nos levando rumo a felicidade, mudando nossa vida de maneira maravilhosa. Fato é que as mudanças às vezes são precedidas de uma insatisfação. Às vezes nossa existência parece perfeita, tudo como tem que ser, e chega a morte e nos leva alguém querido, que amamos, e não conseguimos imaginar nossa existência sem aquela pessoa.   Quanto à morte nada pode ser feito, ou então nos apaixonamos perdidamente por alguém que vai transformar nossa vida completamente, ou mudamos de cidade, de país. A chegada de um filho, o fim de um relacionamento, um novo emprego... A vida é feita de mudanças, e aquele que não entende isso sofre mais do que aquele que entende que tudo é impermanente. A felicidade e a infelicidade também. Nada dura para sempre da mesma maneira. Só assim para haver evolução. O crescimento interno acontece na medida em que aproveitamos nossas experiências. Temos que ser meio camaleônicos e nos adaptar, ou então, mudar tudo de novo e nos rebelar. Ninguém consegue ficar parado. Mesmo quando fingimos não ver as mudanças chegando ou pedindo passagem, o universo se encarrega de nos fazer enxergar, e de nos fazer agir. Não conseguimos deter a nossa evolução, apenas retardá-la. Quando não deixamos fluir, levamos um susto do universo, que nos faz tomar uma posição e nos faz sair da estagnação. Estamos sempre nos reinventando. Encerrando ciclos, começando novos ciclos. É importante compreendermos que as mudanças são necessárias, que a impermanência faz parte da nossa existência. Situações desagradáveis não irão durar para sempre e vice versa. Temos o momento presente. Cultivar o desapego  faz parte desse crescimento. Situações e  pessoas são importantes, mas tudo vem e vai. Quando aceitamos o desapego e a impermanência, nos encaminhamos para conseguir a paz tão almejada segundo os budistas. Desenvolvemos-nos através da impermanência. Passamos pela infância, adolescência fase adulta e nos tornamos velhos. As estações mudam. Não temos verão para sempre, nem inverno para sempre, não somos os mesmos sempre, nos recriamos e nos adaptamos, nos renovamos, e isso faz parte do ciclo da vida.  Etapas se findam para que novas comecem.
            Ciclos, a vida é feita disso. Encontros, pessoas que fazem parte da nossa história em algum momento, situações que vivenciamos e experimentamos,  boas ou más, para o bem ou para o mal, em algum momento irão fazer parte da nossa existência, nos ajudaram a evoluir, nos transformarão, outras vão nos completar e preencher a nossa existência e não iremos querer que aquilo passe. Mas passa. Superamos e nos transformamos, porque somos assim, impermanentes. Nossas crenças que pareciam ser para sempre, mudam. Estamos sempre nos adaptando, mudando a direção. Devemos encarar essas mudanças como novas oportunidades, como algo natural que faz parte da nossa existência. Virar a página para algumas circunstâncias , situações e pessoas não significa que fomos derrotados, isso é o que parece num primeiro momento, e existe uma inutilidade nesse sentimento que não nos leva a lugar nenhum. Perceber o quanto somos capazes de nos reerguer, de aprender, e de nos reconstruirmos e recriar nossa existência, nossa vida. Basta ter um novo olhar, sermos menos críticos e mais amorosos com a gente. Para alguns  é mais difícil que para outros. Tem pessoas que se comprazem na dor, acostumados que estão a ela. Tem gente que não aceita que nada dura para sempre, e que encara as mudanças como castigo. Nossa vida é passageira, nós também  somos, e, fazendo um trocadilho com a palavra passageiros...somos passageiros porque nossa existência é breve, somos passageiros como viajantes dessa nave que se chama planeta terra, então vamos tirar o máximo proveito dessa aventura humana. Nossa alma está aqui ocupando um corpo justamente para progredir e aprender. É na impermanência das coisas que eu tenho oportunidade de crescer.  Não há nada que não mude o tempo todo. Hoje podemos estar apaixonados por alguém e não imaginarmos nossa vida sem essa pessoa, amanhã podemos nem querer ver mais...
            Nossos pensamentos mudam a todo instante, nosso humor, nossas emoções, momentos felizes, momentos de dor. Como lidar com essa impermanência toda? Entendendo que não temos controle sobre nada. Não queremos morrer, mas vai acontecer um dia. Não temos controle, apenas a falsa sensação de que estamos no controle de tudo. O quanto antes aceitarmos que tudo pode mudar em questão de segundos, mais felizes seremos, sofreremos menos. Evitaremos conflitos desnecessários, podemos não estar vivos amanhã. A impermanência está, simplesmente assim. Se resistimos a ela, interrompemos o fluxo natural das coisas. É preciso deixar um ciclo acabar para que outro possa começar. Não é fácil passarmos de uma situação que nos agrada para outra totalmente contrária, aquilo que um dia foi bom, passa de uma hora pra outra a não ser mais, como disse antes, tudo é impermanente. E como diz  Eckhart Tolle,  em “Praticando o Poder do Agora”
“...a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma coisa só. Somente a ilusão do tempo as separa. Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou ruins
Ma
Professora e especialista em Direitos Humanos

Email: marihfreitas@hotmail.com

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Direitos Humanos: Organização católica denuncia «limpeza étnico-religiosa» no Médio Oriente


Agência Ecclesia
 

AIS/ACN



Lisboa, 13 out 2015 (Ecclesia) - A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) divulgou hoje um relatório em que denuncia a “limpeza étnico-religiosa” contra os cristãos no Médio Oriente e regiões de África, alimentada pela “ameaça” de genocídio feita por grupos islâmicos.
“O Cristianismo estará em vias de extinção no coração de muitas das regiões bíblicas no espaço de uma geração, senão antes”, alerta o relatório ‘Perseguidos e Esquecidos?’ sobre “os cristãos oprimidos por causa da sua fé”.
O documento, enviado à Agência ECCLESIA, aborda o período entre 2013 e 2015, identificando situações de perseguição religiosa “extrema” na Arábia Saudita, China, Coreia do Norte, Eritreia, Iraque, Nigéria, Paquistão, Sudão, Síria e Vietname.
A apresentação pública do relatório decorre às 18h00 na Sociedade de Geografia, em Lisboa.
Segundo o texto, 80% das perseguições são contra cristãos, “de longe o grupo religioso mais perseguido”, sublinhando-se o impacto crescente de extremismo em África e na Ásia.
O arcebispo católico de Alepo, D. Jean-Clement Jeanbart (greco-melquita), apresenta um testemunho sobre a situação na sua cidade, revelando que a catedral “foi bombardeada seis vezes” e a sua casa já foi atingida mais de dez vezes.
“Estamos a enfrentar a raiva de uma jihad extremista. Podemos vir a desaparecer em breve”, alerta, em nome das pessoas indefesas contra “os assaltos do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh)”.
“Somos o alvo principal daquilo a que o califado chama campanha de limpeza religiosa”, acrescenta.
Segundo a AIS, o medo do genocídio, “que em muitos casos tem fundamento”, desencadeou um “êxodo de cristãos”, nomeadamente do Médio Oriente e nalgumas regiões de África.
“A Igreja está a ser silenciada e expulsa do coração da sua antiga região bíblica”, observa a fundação pontifícia.
O relatório mostra preocupações com a ascensão de grupos militantes islâmicos na Nigéria, Sudão, Quénia e Tanzânia, bem como em relação à perseguição contra cristãos levada a cabo por “movimentos religiosos nacionalistas – muçulmanos, hindus, judeus e budistas”.
“Os regimes totalitários, incluindo a China, têm colocado cada vez mais pressões sobre o Cristianismo, que é visto como uma ameaça, quanto mais não seja devido ao seu crescente apoio ‘clandestino’”, pode ler-se.
Catarina Martins Bettencourt, que dirige o secretariado português da Fundação AIS, explica à Agência ECCLESIA que “desde o último relatório não há melhorias” e mostra “grande preocupação” face às notícias que têm chegado desde o Médio Oriente.
“Há o risco real do desaparecimento do Cristianismo destes países”, insiste.
O novo relatório apresenta testemunhos de “pessoas que estão efetivamente a ser perseguidas por serem cristãos”.
Para este trabalho, a Fundação AIS entrevistou sacerdotes, bispos, religiosas e leigos, compilou testemunhos de pessoas que vivenciaram casos de violência e consultou notícias publicadas pelos meios de Comunicação Social locais.
A AIS, que assinala 20 anos de presença em Portugal, convidou para a apresentação deste documento D. George Jonathan Dodo, bispo de Zaria, na Nigéria; o padre Aurèlio Gazzera, carmelita descalço na República Centro-Africana; e a irmã Annie Demerjian, a Congregação das Irmãs de Jesus e Maria, em Alepo, Síria.
OC

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Angola diz que violações dos direitos humanos duraram 500 anos

Jornal de Notícias
Global Média

O governante discursava em Ondjiva, capital da província do Cunene, ao presidir ao ato solene das comemorações do dia do Herói Nacional, feriado alusivo ao nascimento do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, referindo-se assim às críticas sobre violação de liberdades e direitos humanos, numa resolução aprovada pelo Parlamento Europeu.
"Nós, que ao longo de séculos, viemos lutando contra a violação dos direitos humanos, vocês aceitam que hoje nos queiram acusar de estarmos a violar os direitos humanos? Não, porque temos plena consciência que os que nos acusam não têm moral para nos vir dar aulas sobre esta matéria, que muito bem conhecemos", começou por apontar João Lourenço.
"Violação dos direitos humanos foi o colonialismo. Violação dos direitos humanos foi a escravatura que durou não escassos dias, nem meses, nem anos, mas sim séculos eternos. Isso sim é que foi a verdadeira violação dos nossos direitos", enfatizou o ministro, que discursava em representação do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
O Parlamento Europeu (PE) aprovou há precisamente uma semana uma resolução sobre as "tentativas incessantes" das autoridades angolanas para limitar as liberdades de expressão, de imprensa e de reunião pacífica e de associação.
Aprovada em sessão plenária, em Estrasburgo, com 550 votos a favor, 14 contra e 60 abstenções, a resolução, além das limitações de liberdades, notou o nível de corrupção e as deficiências no sistema anti-branqueamento de capitais em Angola.
Autora de um relatório sobre a matéria, que serviu para suportar a resolução, Ana Gomes (PS) citou os vários casos e a sua visita em julho ao território para notar as crescentes "tensões sociais" por causa da crise económica e corrupção e como "povo angolano está cada vez indignado perante a pilhagem de recursos pela elite".

Mostra leva filmes sobre direitos humanos a universidades de 14 estados

Criado em 16/09/15 22h40 e atualizado em 17/09/15 16h03
Por Paulo Virgílio Edição:Aécio Amado Fonte:Agência Brasil

Criado com o objetivo de incentivar, no ambiente acadêmico, o diálogo e a reflexão sobre questões ligadas à história brasileira, o Circuito Universitário de Cinema chega à sua segunda edição promovendo, até o final de outubro, sessões gratuitas de filmes nacionais de produção recente em universidades de 14 estados. As exibições são sempre acompanhadas de debates, com a participação dos estudantes, de professores e sempre que possível, devido à disponibilidade na agenda, dos diretores e produtores dos filmes.

O circuito tem como tema este ano os direitos humanos e a curadoria do projeto selecionou três documentários brasileiros, todos produzidos em 2014. À Queima Roupa, de Theresa Jessouron, é um retrato da violência e da corrupção policial no Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, tendo como ponto de partida a chacina de Vigário Geral (1993); A Viagem de Yoani, de Raphael Bottino e Peppe Siffredi, faz um relato da passagem da blogueira cubana Yoani Sanchez pelo Brasil, em 2013, e Sem Pena, de Eugenio Pupo, aborda o sistema prisional brasileiro.
“Mais do que uma simples exibição de filmes, a mostra é um espaço de ampla comunicabilidade, constituindo um eficaz instrumento de divulgação e multiplicação de mensagens.  Acreditamos no poder de informação do cinema e, por isso, levamos a temática, nesta edição, dos direitos humanos”, disse a coordenadora Tatiana Maciel, do Instituto Cultura em Movimento, responsável pelo projeto. Na edição de 2014, o tema escolhido foi A ditadura civil-militar  na América Latina e o circuito passou por 43 municípios e 94 instituições de ensino, promovendo 190 sessões para um público de mais de 14 mil pessoas.
Para a realização da mostra, o Instituto Cultura em Movimento seleciona, em cada estado, um agente mobilizador, que fica encarregado de articular as exibições nas universidades, divulgar o evento e pesquisar pessoas para compor as mesas de debates. Universidades públicas e particulares fazem parte do circuito, que também promove sessões em entidades, como a que ocorre na noite de hoje (16) na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Juiz de Fora (MG).
De acordo com Tatiana Maciel, a greve que atinge grande parte das universidades federais não impede a realização do Circuito Universitário de Cinema. “Em algumas localidades onde não está tendo greve já estão sendo realizadas sessões”, informou a coordenadora da mostra.
No Rio, o documentário A Viagem de Yoani será exibido amanhã (17), às 19h30, na unidade Sulacap da Universidade Estácio de Sá, na zona oeste da cidade, seguido de um debate, às 21h. Além do Rio de Janeiro, os estados percorridos pelo circuito são Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre e Roraima.